Tchello
d'Barros é atração no Rio de Janeiro
Chegou
a vez da Cidade Maravilhosa receber a não menos maravilhosa
exposição “Convergências” do catarinense Tchello d’Barros.
Que será levada no espaço de exposições do Largo das Letras,
Rio de Janeiro – RJ.
Composta de
poemas visuais a mostra apresenta também o álbum fotográfico
Palavraria Pública, um exercício de street
photography, onde o autor fotografa – no Brasil e em
diversos países - recortes de frases em placas, out-doors,
fachadas de lojas, etc, resultando num diálogo inusitado com
as obras de Poesia Visual.
Para Luiz Eduardo
Caminha, escritor e poeta, “em sua continua inquietação pela
arte visual, Tchello busca poetizar e retratar os aspectos
mais inéditos e inesperados do cotidiano. Em qualquer lugar
que vá, no Brasil ou fora dele, o tempo precisa parar para
um click da inseparável máquina fotográfica, um risco
da irrequieta pena, um rabisco que se faz poema visual.
Tchello não corre o mundo, é o mundo que corre através de
sua arte, de seus poemas”
Para a poeta
Andrea Lúcia, curadora da exposição, “esta é uma boa
oportunidade para o público carioca e fluminense conferir
como os trabalhos de diferentes fases desse poeta visual se
relacionam com sua produção contemporânea”, pois a mostra
traz para o Rio de Janeiro algumas criações recentes e mesmo
alguns trabalhos inéditos do autor. Embora Tchello d’Barros
já tenha publicado, até o momento, cinco livros de poemas
‘convencionais’, sua trajetória começou mesmo com poemas
visuais lá pelos idos de 1993, em Blumenau – SC. Desde então
Tchello segue numa produção lenta, mas constante, com uma
média de seis exposições ao ano.
Radicado em
Maceió – AL desde 2004, Tchello tem ministrado inúmeras
oficinas literárias sobre o tema. Foi deste berço literário
visual que o artista reuniu alguns trabalhos de séries mais
representativas e estreou a mostra em 2006, no NAC – Núcleo
de Arte Contemporânea, em João Pessoa – PB. Na seqüência, em
2007, exibiu-a no Misa – Museu da Imagem e do Som de
Alagoas, em Maceió – AL. Em 2008 Tchello voltou a Blumenau
para apresenta-la durante um Congresso Internacional de
Literatura Lusófona, o III Encontro Luso-brasileiro de
Escritores do CEN (Portal Cá Estamos Nós).
Depois do Rio de
Janeiro a mostra segue itinerando por diversas capitais de
nosso país. Para a abertura da exposição em Santa Tereza ,
haverá também um sarau de poesia, coordenado pelo poeta
Luiz Fernando Prôa, que realiza na cidade diversas ações
literárias, além de editar o site Alma de Poeta, onde
Tchello realiza curadorias virtuais. No sarau, além da
apresentação dos Poemínimos – micro-poemas
Verbi-voco-visuais de Tchello d’Barros – diversos poetas
estarão presentes para recitar seus próprios poemas. Na
sequência, apresentação musical (guitarra, violão e piano)
com Aloysio Neves trazendo arranjos de Toninho Horta,
Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, A. Neves, Joe Pass,
Villa-Lobos e Tom Jobim, entre outros.
Programa
Abertura às
19:00hs
- Exposição de
Poesia Visual - Tchello d’Barros
- Exposição do
álbum Palavraria Pública - Tchello d’Barros
- Sarau Alma de
Poeta - coordenação de Luiz Fernando Prôa
- Apresentação
Musical (guitarra, violão e piano) - Aloysio Neves
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SERVIÇO:
Abertura:
quinta-feira 03 set 2009 - das 19 às 24h
Local: Livraria
Largo das Letras - Tel. 










(21)
2221-8992
Rua
Almirante Alexandrino, 501 Largo do Guimarães
Bairro
Santa Tereza - Rio de Janeiro - RJ
Entrada franca
Visitação: 04 set
à 04 out 2009 - Terça à Domingo - das 14 às 24h
Curadoria: poeta
Andrea Lúcia
Mais informações:
Tchello d’Barros
tchello@tchello.art.br
Agradecimentos:
Anna Mallet –
Largo das Letras
Luiz Fernando
Prôa – Alma de Poeta
Paulo Rafael –
Pizzas Artesanais
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Informações
Complementares:
Como chegar:
De carro:
Pode subir pelas ruas Cândido Mendes, na Glória, Monte
Alegre, no Bairro de Fátima, Joaquim Murtinho, na Rua do
Riachuelo, é só seguir os trilhos do bonde.
De ônibus:
Há duas linhas, 206 e 214, o ponto final fica na Av. Nilo
Peçanha, ao lado do Buraco do Lume, antes de subir o morro
tem parada na rua Gomes Freire, Lapa, em frente ao
Supermercado Rede Economia e Banco Itaú.
De Bonde:
Há horários de meia em meia hora, o último partindo ás
20:30h, é só se dirigir a estação ao lado do prédio da
Petrobrás, na av. Chile, Centro.
Gastrô: no
local pode-se tb degustar as Pizzas Artesanais de Santa
Tereza, acompanhadas por um bom vinho, uma cerveja bem
gelada, limonada suíça, doces e a cachacinha Caraíba, da
cidade de Paraopeba, M. G, guardada em barril de jequitibá.
Tudo ao ritmo e a velocidade tranquila do bairro de Santa
Tereza.
Feriado: O
espaço estará aberto também na segunda-feira do feriado de
07 de setembro.
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Tchello
d’Barros: à vista e a prazo.
por Al-Chaer
Apresentar
Tchello d’Barros é ao mesmo tempo honra e desafio. Mais
honra que desafio. Pois a primeira se basta e o segundo não
se esgota.
Tenho o
privilégio de participar (acompanhando) de parte da
trajetória de Tchello d’Barros nestes últimos 10 anos. Era
1999, quando conheci Tchello d’Barros através dos seus
poemínimos. Já naquela época me via diante de um texto
dentre os mais densos que tinha lido. Concisão com
cisão de palavras. Precisão que as palavras precisam.
Dez anos se
passaram e, neste período, vi que os poemínimos de Tchello
d’Barros não caminhavam sozinhos. Vinham junto às demais
faces deste Tchello-multi-tudo: poeta,
designer, desenhista, artista plástico, poeta visual,
fotógrafo, artista digital, haicaísta, cordelista, cronista,
promotor cultural, palestrante, viajante e profundo
conhecedor da história das artes.
Assim, montando
este quebra-cabeça, consegue-se entender um pouco mais sobre
a palavra “olhar”. Quando o “olhar” é sentimento.
Sentimento de encontro. Toda a Poesia (na acepção mais
ilimitada da palavra) que Tchello nos revela nas diversas
manifestações de sua obra - riquíssima e rara - é o
sentimento de seu “olhar” que convida o nosso “olhar” para
um abraço.
Nos idiomas, as
palavras envelhecem, algumas chegam a morrer. Da maneira
rara como Tchello as vê, as palavras se tornam mais jovens.
Da forma surpreendente, criativa e talentosa como
Tchello nos mostra, as palavras nos rejuvenescem.
Assim também o é com as cores, com as formas e com as
imagens.
O mais
impressionante na construção de sua obra artística é o eixo
que a norteia: há uma coerência em que clareza e
simplicidade são cúmplices. E uma objetividade que
nos faz concluir que, se Tchello sente com o “olhar”, ele
“pensa” com um trabalho rigorosamente planejado e
cuidadosamente estabelecido em um cronograma sem fim. Seu
“olhar” não pára de trabalhar.
Tenho o prazer de
falar que, pessoalmente, Tchello é melhor ainda que sua
obra. Porque as palavras, as cores e as imagens GOSTAM
DELE.
A obra de Tchello
d’Barros comprova que a Poesia não é feita apenas com
palavras. A Poesia de Tchello é uma passagem...só de ida.
Sem volta. Pudera! Voltar pra quê? E pra onde?
E porquê do
título “Tchello d’Barros: à vista e a prazo”? Porque a obra
de Tchello d’Barros é a vista dele, para deixar a nossa
vista mais bela. E a prazo, porque sua arte é para ser
absorvida em suaves prestações: a perder de vista.
AL-Chaer
Goiânia, 25 de
agosto de 2009
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