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O Último Navegante Português! |
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POR MARES AGORA MUITO NAVEGADOS
Discutia-se aqui neste espaço virtual, ainda recentemente, a
questão da participação das forças armadas Luz & Tanas,
especificamente a Marinha Armada (não sabemos bem em
quê!!!???...) em águas da Somália, ou sejam; águas
localizadas na costa Africana, logo abaixo do chamado "Corno
Africano", lá onde o
Ti Vasco da Gama
mandou alguns marujos tomar banho, ao som do canto da
sereia India de cabelos longos e seios de alabastro!...e
veio-nos isto a propósito de uns escritos que recebemos de
autor desconhecido, os quais pela sua importância não
podemos deixar de divulgar (pese embora a pena que temos de
não sabermos quem foi?... ou qual autor nos mandou isto!);
(citamos):
O
outro lado da Pirataria Dá que pensar...
Estão-nos mentindo sobre os piratas na Somália!...
Quem
imaginaria que em 2009, os governos do mundo declarariam uma
nova Guerra aos Piratas? No instante em que você lê este
artigo, a Marinha Real Inglesa – e navios de mais 12 nações,
dos EUA à China – navega rumo aos mares da Somália, para
capturar homens que ainda vemos como vilãos de pantomima,
com papagaio no ombro. Mais algumas horas e estarão
bombardeando navios e, em seguida, perseguirão os piratas em
terra, na terra de um dos países mais miseráveis do planeta.
Por
trás dessa estranha história de fantasia, há um escândalo
muito real e jamais contado. Os miseráveis que os governos
"ocidentais" estão rotulando como "uma das maiores ameaças
do nosso tempo" têm uma história extraordinária a contar -
e, se não têm toda a razão, têm pelo menos muita razão.
Os
piratas jamais foram exactamente o que pensamos que fossem.
Na "era de ouro dos piratas" - de 1650 a 1730 - o governo
britânico criou, como recurso de propaganda, a imagem do
pirata selvagem, sem propósito, o Barba Azul que ainda
sobrevive. Muita gente sempre soube disso e muitos sempre
suspeitaram da farsa: afinal, os piratas foram muitas vezes
salvos das galés, nos braços de multidões que os
defendiam e apoiavam. Porquê? O
que os pobres sabiam, que nunca soubemos? O que viam, que
nós não vemos?
No
seu livro "Villans Of All Nations", o historiador Marcus
Rediker começa a revelar segredos muito importantes.
Se
você fosse mercador ou marinheiro empregado nos navios
mercantes naqueles dias - se vivesse nas docas do East End
de Londres, se fosse jovem e vivesse faminto - você
fatalmente acabaria embarcado num
inferno flutuante, de grandes velas. Teria de
trabalhar sem descanso, sempre faminto e sem dormir. E, se
rebelasse, lá estavam o
todo-poderoso comandante e seu
chicote [em inglês, The Cat Of Nine Tails, "o Gato de nove
rabos"]. Se você insistisse, era a prancha e os tubarões. E
ao final de meses ou anos dessa vida, o seu salário quase
sempre lhe era roubado.
Os
piratas foram os primeiros que se rebelaram contra esse
mundo.
Amotinavam-se nos navios e acabaram por criar um
modo diferente de trabalhar nos mares do mundo. com os
motins, conseguiam apropriar-se dos navios; depois, os
piratas elegiam seus capitães e comandantes, e todas as
decisões eram tomadas colectivamente; e aboliram a tortura.
Os botins eram
partilhados entre todos, solução que, nas palavras, foi "um
dos planos mais igualitários para distribuição de recursos
que havia em todo o mundo, no século 18".
Acolhiam a bordo, como iguais, muitos escravos africanos
foragidos. Os piratas mostraram “muito claramente – e muito
subversivamente – que os navios não precisavam ser
comandados com opressão e brutalidade, como fazia a Marinha
Real Inglesa.” Por isso eram vistos como heróis
românticos,
embora sempre fossem ladrões improdutivos.
As
palavras de um pirata cuja voz perde-se no tempo, um jovem
inglês chamado William Scott, volta a ecoar hoje, nessa
pirataria "New Age" que está em todas as televisões e
jornais do planeta. Pouco antes de ser enforcado em
Charleston, Carolina do Sul, Scott disse:
“ O
que fiz, fiz para não morrer. Não encontrei outra saída,
além da pirataria, para sobreviver”.
O
governo da Somália entrou em colapso em 1991. Nove milhões
de somalianos passam fome desde então. E todos e tudo o que
há de pior no mundo ocidental rapidamente viu, nessa
desgraça, a oportunidade para assaltar o país e roubar de lá
o que houvesse. Ao mesmo tempo, viram nos mares da Somália o
local ideal onde jogar todo o lixo nuclear do
planeta.
Exactamente isso: lixo atómico. Mal o governo se
desfez (e os ricos partiram), começaram a aparecer
misteriosos navios europeus no litoral da Somália, que
deitavam ao mar contentores e barris enormes.
A
população do litoral começou a adoecer. No começo, erupções
de pele, náuseas e bebés malformados. Então, com o tsunami
de 2005, centenas de barris enferrujados e com vazamentos
apareceram em diferentes pontos do litoral. Muita gente
apresentou sintomas de contaminação por radiação e houve 300
mortes.
Quem
conta é Ahmedou Ould-Abdallah, enviado da ONU à Somália:
“Alguém está despejando lixo atómico no litoral da
Somália. É chumbo e metais pesados, cádmio, mercúrio,
encontram-se praticamente todos. ” Parte do que se pode
rastrear leva directamente a hospitais e indústrias
europeias que, ao que tudo indica, entrega os resíduos
tóxicos à Máfia, que se encarrega de “descarregá-los” e
cobra barato. Quando perguntei a Ould-Abdallah o que os
governos europeus estariam fazendo para combater esse
“negócio”, ele suspirou: “Nada. Não há nem
descontaminação, nem
compensação nem prevenção”.
Ao
mesmo tempo, outros navios europeus vivem de pilhar os mares
da Somália, atacando uma das suas principais riquezas: o
pescado. A Europa já destruiu os seus stoks naturais de
pescado pela super-exploração e, agora está super-explorando
os mares daSomália. A cada ano, saem de lá mais de 300
milhões de Atum, camarão e lagosta; são roubados anualmente,
por pesqueiros ilegais. Os pescadores locais tradicionais
passam fome.
Mohammed Hussein, pescador que vive em Marka, cidade a 100
Kilómetros ao sul de Mogadishu, declarou à Agência Reuters:
“Se nada for feito, acabarão com todo o pescado de todo o
litoral da Somália”.
Esse
é o contexto do qual nasceram os “piratas” somalianos. São
pescadores somalianos, que capturam barcos, como tentativa
de assustar e dissuadir os grandes pesqueiros; ou, pelo
menos como meio de extrair deles alguma espécie de
compensação.
Os
somalianos chamam-lhe “Guarda Costeira Voluntária da
Somália”. A maioria dos somalianos os conhecem sob essa
designação. [Matéria importante sobre isso, em "The Armada
is not a solution”]. Pesquisa divulgada pelo site somaliano
independente WardheerNews informa que
70% dos
somalianos aprovam firmemente a pirataria como forma de
defesa nacional”.
Claro que nada justifica a prática de fazer reféns. Claro,
também, que há gangsters misturados nessa luta – por
expemplo, os que assaltaram os carregamentos de comida do
World Food Programme. Mas em entrevista por telefone, um dos
lideres dos piratas, Segule Ali disse:
“Não
somos bandidos do mar. Bandidos do mar são os pesqueiros
clandestinos que
saqueiam o nosso peixe.”
William Scott entenderia perfeitamente.
Porque os europeus supõem que os somalianos deveriam
deixar-se matar de
fome passivamente pelas praias,
afogados no lixo tóxico europeu, e assistir passivamente aos
pesqueiros europeus (entre outros) que pescam o peixe que,
depois, os europeus comem elegantemente nos restaurantes de
Londres, Paris ou Roma? A Europa nada fez, por muito tempo.
Mas quando alguns pescadores reagiram e intrometeram-se no
caminho pelo qual passa 20% do petróleo do mundo
imediatamente a Europa despachou para lá os seus navios de
guerra.
A
história da guerra contra a pirataria em 2009 está muito
mais claramente narrada por outro pirata, que viveu e morreu
no século 4
a.C. Foi preso e
levado à presença de Alexandre, o Grande, que lhe perguntou
“o que pretendia, fazendo-se de senhor dos mares.” O pirata
riu e respondeu: “O mesmo que você, fazendo-se senhor das
terras; mas, porque o meu navio é pequeno, sou chamado
ladrão; e você, que comanda uma grande frota, é chamado de
Imperador.” Hoje, outra vez, a grande frota europeia
lança-se ao mar, rumo à Somália – mas... Quem é o ladrão?
(fim
de citação)
E é por estas e por outras que continuamos a piratear as
coisas da vida "xuxial" luz & tana que nos embala a tocar
sempre o mesmo disco!...
Ir ós do maaaaar.... ná são balentiiiiiiiiii moral...
Alubantai oige de nobo a Marinha Nacional!!!
Portugal é Eterno e nunca se diga A Deus para sempre.
Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano - O Home de
Caravelas - Mirandela
http://osgambuzinos.blog.com
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