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MAMÃAAAA ÁFRICA!

 

Durante os anos de 1965 a 1975,  nós trabalhámos e vivemos em Angola, um portentoso território no Oeste Africano cuja riqueza sempre despertou especial interesse por colonizadores Europeus e, ultimamente, também a de vários outros Continentes inclusive de países outrora colonizados.

A esta terra dedicamos uma especial atenção, em virtude da influência que dela sofremos na idade em que o ser humano tem mais pujança para dar asas a sonhos e fantazias, que só Deus sabe!... algum dia se tornam realidade, por isso aqui deixamos o nosso poema mais recente que, em principio o escrevemos com intenção de homenagear a passagem do Escritor Poeta e Cantor “Zeca Afonso” um dos mentores da Revolução Cultural e Social, causada pela mudança de ideologias políticas e partidárias em Portugal, enquanto país colonizador, tolhedor de liberdades colectivas, que não aqueles que estívéssem de acordo com o regime.

A passagem do Poeta Zeca Afonso por terras de Angola e Moçambique, suscitou em nós lembranças daquela terra, onde ele certamente gravou alguns traumas e também algumas alegrias (com apenas 3 anos de idade) e por isso aqui deixamos este poema;

`A beira do Cambongo… (**)

 

À beira do “cambongo” assentado,

 Estava ali tão desolado, e sem consolação…

  Este ilustre emigrante, só mais tarde “Retornado”

   O criador tão imberbe da  mais célebre canção!

 

E no calor da tal terra tão carente,

  Começou ele a gritar p’ra toda a gente…

    Grande Olá Vi Lá Morena,

      Junto desta, a minha terra é bem pequena!

 

Terra da felicidade, onde eu morro de vontade…

De voltar à minha aldeia tão formosa,

 - que mais parece um raio di amante preciosa!

 

De terra mãe, com xaile preto de saudade…

Por muito tempo inda verás o fogo ardente,

- que me queima a Alma das entranhas desta gente!

 

 

 (***) “Cambongo” é o nome do Rio que atravessa o baixo Cuanza Sul, e desagua no Atlantico nas proximidades de Benguela e Sume.  

- In “Poesias Soltas” de : Silvino Potencio – Agosto / 2009  

 

 De um grupo de Amigos Virtuais, intimamente ligados à vida de Moçambique, outro País Africano de expressão lingüística Portuguesa, onde temos vários amigos e eventuais leitores dos nossos poemas, nossos escritos em busca da harmonia do pós “guerra colonial” para, na sua independência, nós recebemos constantes apelos de divulgação do que por lá vai. - E no nosso conceito de universalidade, tomamos a carruagem do “Movimento Poetas Del Mundo” para levar a todos a “lírica” contemporânea de um natural de lá...

(mencionamos artigo de fonte identificada via AMS – Amigos de Manica e Sofala)

Por Emílio Beula:
A procuradoria da cidade de Maputo intimou o rapper moçambicano Azagaia, uma das vozes mais críticas do poder instituído, a apresentar-se naquela instância no dia 21 de Março para "responder a perguntas".
Mas, porque, só esta terça-feira, 8 de Abril, o rapper teve acesso a intimação deixada na sua faculdade a 12 de Março, não foi possível apresentar-se naquela data.
Azagaia diz desconhecer o conteúdo das perguntas a que fora intimado a responder no processo 139/PRC/08.
Sem precisar a data, Edson da Luz, seu nome de registo, diz que a procuradoria terá feito um pedido formal do seu contacto na Faculdade onde cursa Geologia.
"Ainda não sei. Estou à espera de uma segunda ordem", respondeu, quando questionado sobre o que pensa fazer.

DESCONHECEMOS O CONTEÚDO, LDH

O advogado Custódio Duma, da Liga dos Direitos Humanos(LDH), disse ao SAVANA que a sua instituição tem conhecimento de que Azagaia foi notificado pela Procuradoria da Cidade. Mas disse desconhecer o conteúdo da notificação e o propósito a que a mesma foi produzida.
"Ainda não temos dados, estamos a fazer diligências junto à Procuradoria da Cidade", apontou.
O rapper Azagaia popularizou-se com as suas letras incisivas e criticas ao poder instituído. "As mentiras da verdade", "A Marcha", e "Povo no Poder" foram as mais ovacionadas pelo povo e que mais debates na esfera pública levantou.
Dada a falta de informação sobre os motivos que levaram a instituição guardiã da legalidade do país a intimar o jovem, multiplica-se as especulações na praça. Mas a hipótese mais evidente indica que o conteúdo da música "Povo no Poder" que Azagaia fez a propósito das memoráveis manifestações de 5 de Fevereiro nas cidades de Maputo e Matola está na base da intimação. É que aquando da sua publicação, vozes há que consideram-na como instrumento de incitação à violência.
SAVANA - 11.04.2008
**********
O jovem rapper moçambicano, Edson da Luz, de seu nome artístico Azagaia, continua a surpreender com a temática das suas músicas. Um crítico confesso do regime no poder em Moçambique, Azagaia já foi alvo de censura dos órgãos públicos de comunicação social. As suas músicas não tocam nas estações públicas, quer televisiva, como radiofónicas. No extremo da censura, foi chamado para depor em autos de perguntas e respostas na Procuradoria Geral da República, alegadamente por ter interpretado uma música que incitava à violência. Mas o jovem não pára. Agora trás um novo tema, cujo título é “Combatentes da Fortuna”

>>>>>>>>>>>>.

Esta vai para todos os dirigentes africanos,
Que prometeram-nos uma África melhor,
Mas deram-nos uma pior que a encomenda,
Cambada de filhos da mãe.

 

Éramos escravos quando fizeram-nos sonhar com a liberdade,
Segregados quando fizeram-nos acreditar na igualdade,
Eles, bombardearam discursos de unidade,
E libertaram-nos das grades da nossa passividade.

 

Nós, obedecemos aquelas ordens de combate,
Morremos para nascermos homens livres de verdade,
Nós, combatemos o inimigo sem piedade,
A pão e água, na língua só o sabor da liberdade.

 

Operários, camponeses na trilha da revolução,
Eles eram os nossos deuses à quem fazíamos a adoração,
Donos dos nossos interesses, símbolos de idolatração,
Cristianismo bruxaria, socialismo religião.


Eles discursaram contra ricos e burgueses, franceses, holandeses, portugueses e ingleses,
Eles ensinaram-nos que o racismo tinha côr,
Que o diabo era branco e preta é a cor do senhor.

Vocês não são libertadores, são combatentes da fortuna,
E a liberdade existirá até onde fôr oportuna,
Capitalistas, socialistas ou então “comunas”,
Vocês não são nada disso, são combatentes da fortuna.

Assassinaram desde Amílcar Cabral até Samora,
Os grandes líderes, mandaram-lhes para os manuais de história,
Prostituíram o socialismo e pariram por acidente,
Um falso capitalismo, filho bastardo do ocidente.

O ocidente pagava bem e eles foram sem “camisa”,
Pegaram o Vírus de Deficiência Orçamental Adquirida,
Esses revolucionários e recém-empresários,
Faliram bancos com empréstimos que nunca foram pagos.

Não se sabe que matou mais, se foi a guerra ou foi a fome,
Pela ganância que deixou milhões de africanos com fome.

Depois de venderem tudo, começaram a vender a fome,
E lucraram com imagens do povo a morrer à fome.

Eles, pegaram em armas e lutaram para enriquecer,
Calaram as armas porque agora há um novo modo de o fazer,
Democracia, governantes no poder,
Eles são a única alternativa,
Tu és livre de escolher.

Neste combate vitalício nunca há desmobilizados,
Se não resulta com comícios, resulta com atentados.

Medias manipulados e civis sacrificados,
Resulta nas eleições, vemos os resultados.

E os combatentes da fortuna apenas mudaram de farda,
Ontem roubaram de balalaica, hoje é de fato e gravata.

Hoje é com a SADC
A fingir que não vê,
Zimbabueanos condenados pelo direito de escolher.

Chibatados pelas costas como no tempo da escravatura,
Pelos mesmos africanos que os tiraram da escravatura,
Os falsos libertadores, combatentes da fortuna.
Corrompem a democracia e legitimam a ditadura.

Chiiii...cuidado que aqui também há,
 combatentes da fortuna.

Olhem bem para onde o nosso país ruma,
Quem não condena um ladrão manos, das duas uma,
Ou é ladrão, ou vai roubar na ocasião oportuna.

Autor:
Azagaia

 

 

+  Finalizamos este texto e Parabenizamos o “Azagaia” de seu nome Edson da Luz que, nos sugere lhe apelidemos de “Edson Mandela” e a isso nós contestamos!...

A sua estrela tem “Luz” própria Amigo poeta!,... até no seu nome de baptismo!!!.

 - Não cremos que seja necessário embarcar na Luz de outrem!!!, ....basta tão só soltar o seu brilho do sonho da liberdade.

Silvino Potêncio – Emigrante Português ( Transmontano )

- O Home de Caravelas – Mirandela

http://zebico.blog.com

http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_europa.asp?ID=5033

Autor de Poemas de "Fique São" antes de morrer saudável...na emigração!

- “MORRER SAUDÁVEL” POÉTICAMENTE É TER O CORAÇÃO CHEIO DE SAUDADE DA LIBERDADE DE SONHAR EM ÁFRICA.

 

Nota do Autor: esta crônica vai em homenagem ao Cientista Brasileiro recentemente falecido no Malawi... Paz à sua Alma!!!

 

 

Todos nós, seres humanos, cumprimos rigorosamente os desígnios da natureza, e estes nos são transmitidos pelos nossos ancestrais antecedentes, sejam eles próximos ou remotos algures no passado histórico, não muito distante.

É nas raízes da nossa apreensão intelectual, aquela que nos vem do berço, que reside a índole de uma mentalidade que um dia se revelará, ou não!,... útil a nós mesmos!... de forma unipessoal, ou à colectividade aonde viermos a ser inseridos, durante a vivência terrena, ou será terráquea???... --- iiiii  aatão bamos lá!  

 

- Quando o Ti Zeca Afonso arribou, por terra, à praia de Novo Redondo (actualmente se chama de Sumbe...) ele viu ali umas estacas de madeira espetadas na areia, e por cima delas... umas folhas de coqueiro entrançadas, que sustentavam peixes... muitos peixes!, de barriga aberta p'ró ar... assim a modos que, para ficarem bem curtidos, CONSERVADOS e bronzeados, salgados o quanto baste, para depois serem embalados em fardos e levados para o interior da terra das Pacaças, das Palancas, Dos Leões e Crocodilos, das Welvichias, das Mummuilas, dos Umbundos, e dos Quim Bundos... dos rios e das matas, dos bichos e das cascatas, dos sonhos e das desgraças naturais!!!...

- Estes estendais na praia,  lhe fizeram lembrar os varais das praias da sua (dele e nossa)  Veneza Portuguesa, por onde ele ainda iria passear quando fosse grande!... ou seja;  depois de ele se ter tornado um verdadeiro Retornado² (leia-se; retornado ao quadrado Luz & Tano), anos mais tarde.

 

- Os pais do "Minino"  (*) então com três anos e meio, mandaram-no embarcar em Lisboa, vindo da região de Aveiro,  onde ele tinha sido abandonado para ser criado (entenda-se: uma forma do verbo criar como quem cuida da cria, sem amor, sem carinho, sem chamego, sem apego ao sangue que nos aquece a Alma Fadista, ainda que seja de Coimbra)  com o Protectorado e a procuração de um seu Tio, que o abandonou à sua (dele) sorte e,... lá "xigado" às terras do Ku Anza Sul,... depois de descer a serra da Gabela, e atravessar o rio das sete pontes,... o ganapote olhou na direcção da praia e disse;

... énapá, quanta água!...

-   indo sempre em frente, eu vou parar lá em Porto Seguro na Bahia de todos os Santos,...

-   mas... eu ainda não sei nadar! - kumé kou fasso, hein???

(indagava ele com ar de Infante - infantilmente ele só tinha 3 anos e meio!... achava-se um herdeiro directo do Home de Sagres)

Acho que é melhor eu me virar para terra, a ver se de lá vem alguma inspiração para me tirar daqui. 

(cogitava o poeta enquanto se voltava para o lado oposto... e foi aqui que ele começou a ser traumatizado, industriado a se tornar mais um membro da oposição ao Estado Novo)

- Chamou o "Sóba" que estava ali a pastorar o peixe, estendido em cima das tais esteiras de folhas de coqueiro, muito parecidas com as peixotas do "Fiel Amigo"  que, quando este era trazido das terras frias da Groenlandia para secar ao sol, nas praias da Ria de Aveiro (não fazer confusão e Rir de Aveiro, porque... quando lá estivémos nós não vimos ninguém que Ria e, ... sim,  lá em plena "veneza luz & tana" só vimos um bocado de gente sisuda, a atravessar as ruas todas cheias de água e, como era verão, depois de passar por aquelas montanhas de sal, fui logo a matar a sede com um copo de três, e umas pataniscas, mas!... em outro momento explicaremos a voismecês, porque razão gostámos tanto de lá tomar os copos de três e não de dois, muito menos de um só!..."venham mais cinco duma assentada, que eu pago já!... é branco ou preto - tanto faz é tudo p'ra vomitá!...). 

Mas, dizíamos nós,... o tal rapazote que era muito esperto, e já tinha um destino traçado, ele perguntou ao "séeeecùlo"  (**) que, como era mais velho, ele deveria saber como se atravessava o mapa cor de rosa, para ir para a outra costa, sem precisar de nadar!?... e muito menos andar de barco porque ele enjoava, p'ra caraças! 

 

- àca minino!!!! ...

- voismecê num  pódi ir no mato, sinão as cóbra ti come, e o minino branco num comi peixe seco!

- aki na praia tem peixe fresco,... lá num tem não siô!...

Tá vendo àquele serra lá nu árto da subida?...

-  lá tem a picada du Dinghir q'inté os camião, lá num sóbi não, cuando xóvi munto! 

- à dispois de subi o Dinghir já vai mióoo!!!... e, quando xigá lá no Seles, a estrada já é mais mió bom... inté xigá na Noba Lisboua (agora se chama di Huambo)... 

Mas purquê o minino quer ir p'ro mato?...

-  lá só tem bicho ruim e Preto Véio!!!... 

Não é nada disso hóme...

-  eu quero é voltar para a minha terra porque quando eu chegar lá vou ser "retornado" e vou dizer isso ao Ti Salazar, que é um gajo porreiro, mas... costuma mandar os garotos vestirem a farda da MP (Malta Porreira) só que eu não gosto de jaquetas de cor castanha...

-  o bivaque ainda é mais ou menos bonito, mas a jaqueta escura,... a camisa verde oliva e a calça com "sinto" muito apertado, e um "S" na fivela, eu não aguento!...

 

Nisto, o jovem futuro retornado ao recto ângulo Ibérico, desandou pela estrada de terra batida, um caminho sem horizonte, que sai de Novo Redondo em direcção ao cruzamento da estrada (também de terra batida) que vem do Lobito, e... como não tinha ali nada plantado para fazer ao menos um "mata bicho" lá ficou na beira da estrada, à espera de uma boleia para voltar para casa.

- Depois que o "minino" se tornou um retornado, os pais biológicos resolveram que era melhor mandar o mancebo para a contra-costa, e assim o fizeram um ano depois...porque, talvez ali com essa atitude contestatária que ele trazia no sangue, na ânsia de aventura, talvez ele se desfizésse daquela "mania" que ele tinha de ficar o tempo todo a arremedar as ideias de gente grande, e lá se foi então, um ano depois, para as terras de Manica e Só Fala... antes de voltar em definitivo para a "santa terrinha" aonde se escafedeu para cumprir o seu destino!

Consta nos anais da revolução "Cu imbrã" daquela época, que o "muleque" ainda se jogou no rio Zambeze, com um livro da antiga quarta classe, debaixo do braço que era para imitar o grande "Vate" na foz do Rio Mè kong, mas a turma da Argélia, Alegre mente o dissuadiu dessa ideia... ópáaa deixa-te de crendices pá.

Não vistas a farda,...

-  senão, depois, ainda te chamam de Salazarista, Nacionalista, Fadista, etc e tal e coisa.   

-  O melhor que tens a fazer é escrever versos à PIDE (leia-se: Poemas Individuais Descritivos da Emigração) até porque, mais tarde isso vai ser uma grande cunha, para chegares ao Cunhal... ao Otelo!!!... já pensaste?...  tu,  um "grande Otelo"????...

- até podes fazer inveja ao Ti Sheikaspiars lá da terra dos Bife Eaters, carago!... e assim foi!

 

Nestas discussões do ser ou não ser "retornado" , o militante abriu o cacifo das memórias e escreveu;

 

`A beira do Cambongo... (**)

 

À beira do "cambongo" assentado,

Estava ali tão desolado, e sem consolação...

Este ilustre emigrante, só mais tarde "Retornado"

O criador tão imberbe da  mais célebre canção!

E no calor da tal terra tão carente,

Começou ele a gritar p'ra toda a gente...

Grande Olá Vi Lá Morena,

Junto desta, a minha terra é bem pequena!

 

Terra da felicidade, onde eu morro de vontade...

De voltar à minha aldeia tão formosa,

 - que mais parece um raio di amante preciosa!

 

De terra mãe, com xaile preto de saudade...

Por muito tempo inda verás o fogo ardente,

- que me queima a Alma das entranhas desta gente!

 

(Aviso aos leitores: a primeira e única vez que visitámos a cidade de Novo Redondo, ali chegámos por volta das dez horas da manhã, com instruções para fazermos o nosso trabalho ao serviço dos patrões, e voltar ao Seles no mesmo dia. Assim, passámos o primeiro dia de fome... foram mais de 30 horas sem comer nem beber gota d'água, por força de inibição pessoal.

- Depois de termos feito o trabalho, na ânsia dos nossos dezasseis anos de idade ainda incompletos, metemos os pés ao caminho, e andámos os 10 quilómetros até ao cruzamento das estradas mencionadas neste texto, na vã esperança de que por ali passasse algum camião, ou carro ligeiro para nos dar uma boleia até ao Seles - Vila Nova do Seles.

- Já passava das três da tarde quando o Ti Aguiar que vinha do Lobito parou e perguntou se queríamos ir... "PARECE QU'ÉS BRUXO PENSÁMOS"!...  e lá fomos, só que ele ainda precisava passar na fazenda de Algodão para dar umas instruções ao capataz e ali ficámos com a barriga a dar horas, até ao final da tarde... dentro da cabine do camião, por receio de sair no mato... enquanto ele se meteu mato dentro... e depois de  mais quatro ou cinco horas para subir a serra do Dinghir, chegámos ao Seles às duas da manhã...

Como dormíamos nos anexos da padaria que pertencia aos nossos patrões, nós esperámos pelo Padeiro para beber água, e nas primeiras horas da manhã do dia seguinte, lá comemos então um pedaço de pão com café... )

 

(*) "minino" era o tratamento dado aos brancos enquanto solteiros nas terras do interior de Angola. - Depois que o branco se casava, era chamado de "patrão", mesmo que este não tivesse nenhum empregado.

(**) "Sécùlo" é o nome indigena dado aos cidadãos idosos na maioria das Etnias Angolanas.  

(***) "Cambongo" é o nome do Rio que atravessa o baixo Cuanza Sul, e desagua no Atlantico nas proximidades de Benguela e Sume.   

 

Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano - O Home de Caravelas - Mirandela

Autor de Poemas de "Fique São" antes de morrer saudável...na emigração!

http://osgambuzinos.blog.com

 

   

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