|
<...“O
bom proceder consiste em sermos em tudo sinceros
e conformarmos a alma com a vontade universal,
isto é, fazer aos outros aquilo que desejamos
que nos façam.”...>> (Confúcio)
De: Silvino Potêncio,...
®
Os Gambuzinos (277)
AS
“BERÇAS” ESTÃO ARDER”!...
O Grande
Mestre da Filosofia Oriental Kung Futsé, também
conhecido por “Confúcio”... ele legou-nos uma
herança comum a todos os mortais, a qual tantas
e tantas vezes é esquecida ao longo das nossas
vidas, apesar da sua presença regular e
constante, desde o momento em que abrimos os
olhos! ... pela primeira vez,... até ao
derradeiro instante em que os fechamos para
sempre.
Raros são
os momentos em que nos damos conta de que, ao
nascer, somos os únicos que choramos... os
outros em volta de nós, todos riem à toa e se
congratulam, abraçam-se, comemoram de alegria e
nós, ali recém-nascituros com aquele buáaaa,
buáaaaa... inicial, inauguramos logo as cordas
vocais novinhas “em folha” para gritar...
cheguei!!!
- Já ao
morrer,... todos em volta, se lamentam por algo
irremediávelmente acontecido de forma
absolutamente inadiável e choram,...
inexorávelmente choram todos!... enquanto nós,
moribundos, começamos uma nova etapa em direção
à luz interna que sempre esteve ali... dentro da
nossa Alma!... tantas vezes esquecida por todos;
os de fora, e sobretudo por nós mesmos!...
Séculos
depois da passagem deste Filósofo Político,
gênio da formação de atitude colectiva, e...
logo, portanto, um verdadeiro formador da
opinião pública da sua época, coube aos nossos
ancestrais Emigrantes Lusitanos ir lá buscar
certos conhecimentos para trazer para a nossa
arte do bom viver a sorte de aprender o “Mandar
in” todos sem ter que trabalhar!...
- Viagens
p’ra lá e viagens p’ra cá... aos trancos e
barrancos lá se foi adquirindo esse tal
conhecimento milenar, cujos efeitos vemos hoje
por aí esparramados, dispostos em autênticas
formas de “confucião” que até Deus duvida das
suas aplicações práticas, na vida das pessoas. -
- - Citamos hoje, aqui, “Confúcio” ...na nossa
crônica de hoje, pelo repto que nos propomos a
nós mesmos, de tentar entender o que vai na Alma
dos nossos conterrâneos actualmente com
responsabilidades, melhor dizendo à ocidental
maneira Luz & Tana... com culpa no cartório,
pelo mal que “eles não o fazem!, mas deixam os
outros fazerem-no”!... e logo caímos em
gargalhadas de paradoxos infindáveis que só
mentes doentias buscam algum tipo de explicação.
- Mentes
sãs não buscam explicações, dão-nas!
Corre em
pensamento administrativo, à sucapa, pelo campo
fértil da “massa cinzenta” da política
“xuxializante” advinda da aplicação do Código
Dá VintchCinco de Abriu-loooooooo... a idéia de
o Estado vir a curto prazo, “açambarcar” terras
e propriedades pertencentes, na sua maioria, a
Emigrantes há muito afastados de suas origens
primárias, a que vulgarmente apelidamos de
“santa terrinha” .
Este
açambarcamento terá amplo e arrebatado conluio
da situação que Deus reservou a todos, ao tocar
fogo na casa dos ausentes... são terras de
belouto, são locais abandonados à sua sorte!...
cujos donos, ou já estão na “varanda do andar de
cima” a rir a bandeiras despregadas, ou estão
longe das suas casas, dos seus bens, em busca de
outros bens, para manter os antigos bens de
família, de origem!... e não vêem jeito de lá
voltar!...
--- Não em
condições de ali rejuvenescer a pujança de
décadas passadas em produção onde tudo o que
somos e temos vem da terra e a ela um dia
voltará!... isso porque na hora das “partilhas
do patrimônio” não houve Rei nem Roque!
Na hora de
atribuir responsabilidades aos “homes do
poleiro” emergentes de uma “Abrilada”
desenfreada na força do rompante juvenil de
ambição de liberdade... foi aplicada a lei do
salve-se quem puder!
Os
paradigmas da filosofia "Kung Futséniana" foram
todos por água abaixo, como que embalados em
labarêdas flamejantes, numa enxurrada de
“confúciões”, de maracutaias, de interesses
escusos porque em seguida ao grande êxito do
Grande Olá Vi Lá morena, veio uma nova ordem e o
que era para ser REDISTRIBUIÇÃO DO SANGUE DA
Pátria, tornou-se uma autêntica festa
“bacquiana” com o surgimento do não menos
famoso réquiem dos “Vampirescos” versos...
Eles comem tudo... eles comem tudo,... eles
comem tudo!... e não deixam nada!... –
E este som
desceu assim em direção aos praieiros ambientes
do Alvor, dos pôr-de-sois ao sul da Serra do
Caldeirão, numa prefeita harmonia com o conceito
de “confucião” adstringente dos povos irmãos ao
sul da Paralelo 10º ao norte do Ecu à dor!
Eles
comem tudo... eles comem tudo,... eles comem
tudo!... e não deixam nada!... –
Eles,
quem!?...
Será fogo
... será gente?!
Será o
calor do verão?
Gente não
é certamente,
Nem filhos
desta Nação!...
- A
educação não funcionou, o respeito
deteriorou-se, a herança dispersou-se, o
compromisso dissolveu-se, a ganância
instalou-se... e os então garbosos Capitães de
Mar e Terra, na sua maioria, salvo raras
excepções se reverteram à Caserna, para, ali,...
continuarem a fazer umas partidas de “sueca”
intermináveis... ou seja; fecharam-se em
copas!!!...
- A
Economia falhou, as finanças lhe faltou, o ouro
escafedeu-se, os agiotas dele valeram-se, os
pobres esfumaçaram-se e os políticos do momento,
assentaram-se!... em Praça Pública, por falta de
regras do inquilinato, chamaram a si de utentes
em prol da unânime ausência dos verdadeiros FDP
( entenda-se; Filhos Da Pátria) então
continuadamente ocupados, lá longe do “quartel
de Abrantes”... qual multidão de formiguinhas
amestradas na “estranja” em busca do nada que
Deus lhes deixará levar para o Além...
Apossar-se
das terras por falta de uso-capião, ou herança
genéticamente manobrada, o Estado pode, o povo
não!
Repassar
patrimônio a terceiros em função de interesses
unipessoais, quase nem sempre confessáveis à
maioria dos interessados, o Estado pode!...o
povo não!
Estatizar,
ou reintegrar a posse de bens privados
comprovadamente sem manutenção e com impostos
atrasados, o Estado pode, ainda que ele mesmo
seja inadimplente, o Povo não!...
- Ai,
ai... que saudades das queimadas da Savana, qual
fogo de saudades desta terra que, não é
nossa!... sabemos isso todos os dias ao
contemplar o sol-nacituro!,... mas amamos
intensamente, porque ninguém no-la pode roubar.
Já a perdemos há muito tempo!
-
Silvino Potencio - Emigrante
Transmontano.
- O Home de Caravelas -
Mirandela
http://osgambuzinos.blog.com
+
http://zebico.blog.com
|