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A
pedofilia é um ato de insanidade dantesca contra crianças
inocentes e indefesas. Sua prática é asquerosa e beira a loucura
que chega o ser humano imoral e sem caráter. Portanto, padres
pedófilos ou qualquer ser humano com este comportamento devem
ser julgados e punidos. Sem dó, nem piedade. No entanto, na
carona dos horrores praticados por padres pedófilos, alguns
setores da sociedade tem desviado o foco da questão. A Campanha
que se vê na mídia internacional em razão destes desvios
praticados por alguns clérigos tem um objetivo indisfarçável:
atingir o Papa Bento XVI e o que representa sua figura como
chefe da Igreja Católica. Colocar toda a culpa no Papa vai uma
grande diferença! A Igreja erra? Erra! É feita por seres
humanos! A Igreja Católica já errou muito. Vide Inquisição, os
escândalos da Idade Média, a luta pelo Poder na Europa pós Idade
Média, entre outros. Mas como peregrina e pecadora a Igreja já
reconheceu publicamente, em documentos oficiais, estes pecados
injustificáveis. O próprio Concílio Vaticano II ao admitir estes
descaminhos estabeleceu princípios que trilham outras veredas. O
problema, no caso, é outro. O problema é que a Igreja ainda
prega a seus fiéis, do mundo inteiro, a moral, a ética, o amor,
a partilha, enfim os ensinamentos de Jesus Cristo. Isto não
interessa à selvageria diabólica que se apoderou das forças
mundiais. Minando o Papa, mina-se a Igreja. Mina-se seus
princípios como a fé, a esperança, a caridade e o amor,
fundamentos da doutrina paulina. Isto é muito ruim para a
parcela do mundo financiada pela fortuna de inescrupulosos e
gananciosos senhores do dinheiro que cada vez mais enriquecem à
custa de uma ampla e indefesa maioria de inocentes que morrem, à
margem da sociedade, de fome, miséria, doenças entre outros
flagelos.
Não
quero, de forma alguma, cristianizar a Igreja e a posição de
alguns de seus expoentes. Para mim, ela ainda precisa evoluir, e
muito, na questão do planejamento familiar, das experiências
genéticas, abrir os olhos para uma ciência voltada a salvar
vidas e a minorar a dor de inúmeros portadores de doenças
crônicas, de moléstias fatais, na questão do uso de células
embrionárias para pesquisa, entre outras valiosíssimas
contribuições científicas que buscam, sobretudo, dignificar a
vida.
(Segue...) |