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Mural Virtual Das Letras outubro


 

 

 

 

 

 

"A essência da autonomia é que as crianças se tornam capazes de tomar decisões por elas mesmas.     Autonomia não é a mesma coisa que liberdade completa. Autonomia significa ser capaz de considerar os fatores relevantes para decidir qual deve ser o melhor caminho da ação. Não pode haver moralidade quando alguém considera somente o seu ponto de vista. Se também consideramos o ponto de vista das outras pessoas, veremos que não somos livres para mentir, quebrar promessas ou agir irrefletidamente"


(Kamii C. A criança e o número. Campinas: Papirus).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CRIANÇA DO BRASIL
Augusto de Abreu

Muito se diz
Que a criança
É a esperança
O futuro do Brasil.

No entanto,
Me pergunto:
Como podem ser o futuro
Se nem ao menos têm futuro?

Como podem ser o futuro
Se nem ao menos lhes dão
Comida, saúde, educação?

Continua em minha
Inquietude e indignação
Perguntando como podem
Ter esperança
Se o que lhes oferecem
São apenas crenças e mentiras?


 

 

 

Infância
Lorreine Beatrice


Pés de tangerina

foram meus dragões

e eu, herói,

a enfrentá-los

pelos vastos

sóis de domingo



alegoria da infância

plantada na raiz do tempo



era verde correr

ao encontro dos braços

abertos do vento

e perder-se em

sonhos de luz,

enquanto colibris

procuravam

margaridas sem-fim.





CRIANÇAS

Autora: ILKA BOSSE


Que cantem as crianças

De semblante pálido

Ignorando que exista

Um mundo melhor

Que cantem as crianças

De olhares tristes

Tentando entender o que é um lar.



Que cantem as crianças

Que anseiam por carinho

Ao verem alguém se aproximar.

Que cantem as crianças

Sem esperanças

Sofrendo a dor da saudade dos pais

Que jamais irão retornar.



Que cantem as crianças

De olhar perdido no horizonte

Em busca de alguém

Que as possa amparar.

Que cantem as crianças

Que acreditam em seu Deus

Sonhando que algum dia ele virá

E que por mais pequerruchas

Que seja, ou escondidinhas

Ele as encontrará



Que cantem também as crianças

Nutridas e saudáveis...

Deliciando-se...

Com a vida a passar

Permitindo que este privilégio

Possa às necessitadas contagiar.



Que cantem os governantes

Que brincam com o poder

Despertando para o que é real

Lembrando que existe

A “pequenada”, os “Baixinhos”

Bem abaixo do seu olhar!

E que não serão para sempre

CRIANÇAS!





O MENINO E O TREM
Maria de Lourdes Scottini Heiden
 


O menino armou seu trenzinho
Na calçada da rua quieta.
Em seu olhar
Maquinista se fez.

Fiui, fiui, fiui, fiui...

Sobe serra, desce serra...
O trem a sacolejar
E no sonho do menino
Mil destinos se escreviam
Com a fumaça que subia
Enquanto o trem corria.
De repente
O trem pára... encalha...
É o grito da mãe
Chamando o menino
Porque a noite, essa tirana,
Impôs o seu reinado.
E o trenzinho...
Pobrezinho!
Na caixa foi guardado.
 

 


O MENINO POETA
Maria de Lourdes Scottini Heiden

O menino poeta
Atirou uma seta...
Acertou a palavra
Na lata!
Brincou com a lua
Na rua tão quieta!
Acendeu uma estrela
Na noite serena.
Com rimas suaves
E versos alegres,
Compôs seu poema.
Serestas ligeiras
Encantaram o ar.
O menino poeta
Achou seu lugar.
 



AH, COMO SOPRA O VENTO!
Maria de Lourdes Scottini Heiden


Ah, como sopra o vento!
Este vento tão sofrido,
Este vento tão fingido
Que maltrata meio mundo!

Ah, como sopra o vento!
Não tem pena da mocinha
Sua saia ele levanta
Não perdoa a velhinha,
Sua sombrinha ele arranca
E o garoto...
Que alegria! Solta pipa
Bem disposto!

Ah, como sopra o vento!
Tira roupa do varal,
Poeira joga no olhar
E na calçada da cidade
Homens passam depressa,
Pois o vento, este danado,
Atira treco para todo o lado.
E o menino... que festa!
Fita a pipa e tudo
Esquece.

Ah, como sopra o vento!
As folhas bailam,
As flores sofrem,
As mulheres fogem...
Só o menino alegre
Brincando de pipa
Na infância
Tão breve.




 




A passear
Izabel Pavesi


Saímos assim...

Mãozinha grudada em mim

Eu e meu filho a passear.

Esbarrando em folhas secas

Amarelo-marronzinhas

Retorcidas pelo chão.

Eu e meu filhote

Ora desviando

Ora chutando

Ora as erguendo

Ora as pisando...



Pelas calçadas vamos

Desviando das cacas

Dos cachorros e dos gatinhos

Pulando valinhos

E buracos pela estrada,

Bem alegres...

Os sonhos desenhando

Nas cabeças e nas nuvens,

O risinho se espalhando no ar

e meu filhinho

...a saltitar.



Dobramos uma esquina,

Pegamos um atalho...

Na casa antiga ao lado

Esquecida e envelhecida,

Vidros quebrados e poeirentos

Os ferros retorcidos,

Só a caixinha de cartas

Permanece intacta e imóvel

Por entre as teias de aranha.

E nós dois bem faceiros

...a vislumbrar.



Seus dedinhos tão pequenos

Um despertar tão alegre,

Desfolhando malmequeres

De passinho em passinho

Cantarolando baixinho,

Cruzamos a estreita via

Juntos de cá e de lá,

Esquecendo-se da vida







EIN PROSIT
Isnelda Weise


Um brinde à saúde deste povo

Flutuando na leveza de sua dança

Um brinde a esta festa, à esperança

De outubro, que inicia tudo de novo.



A você, visitante, a folia

Guiando os seus passos pela noite

Que mate sua sede qual açoite

E preencha sua estada com alegria.



Um brinde àquele que fez da semente

A branca e clara espuma benfazeja

Enchendo de ousadia a nossa gente.



Um brinde para todo que deseja

Fartar-se deste copo e, contente,

Morrer nos braços alvos da cerveja!

 



OUTUBRO FLORIDO
SANDRA TAIS AMORIM
 


TANTAS FESTAS E ALEGRIA NO AR
TANTAS CRIANÇAS ALEGRES A CORRER
BRINCADEIRAS DIVERTIDAS A ACONTECER
FESTAS E DOCES EM TODO LUGAR VAMOS ENCONTRAR
POEMAS A NOS ADOCICAR

NESTA CORRIDA DO DIA A DIA
COM A ESPERANÇA DE UMA MUDANÇA
SEJAMOS TODOS CRIANÇAS
VIVAMOS COM PLENITUDE
VIVAMOS COM ALEGRIA


PENSAR NUM NOVO DIA
COM AMOR E ESPERANÇA
PENSAR NA VIDA E NA PAZ
COM OLHAR DE UMA CRIANÇA

QUEREMOS TODOS VIVER ASSIM
SEM COBRANÇAS E DÚVIDAS
VIVER FELIZ E SATISFEITO
APROVEITAR AS FESTAS
E CADA UMA FAZER SER A MELHOR
VIVER... VIVER

 

 

 

Organização:

 Terezinha Manczak  

mural@stmt.com.br

 

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