"O
MISTÉRIO DE BLÉM-BLÉM E OS FANTASMAS DE
JARAGUÁ"
Não se
ouvia nem silêncio
Duas almas se
encontraram
Percorreram
todo o bairro
Como em muitos
outros muros
Foi então que
Mestre Graça
Pois
antigamente o bairro
Quando aqui
tinha voltado
Ninguém sabe
de onde veio
Que ganhou não
sei de quem
Lhe chamavam
de Blém-blém
É que os
fantasmas do bairro
Só que todos
esses vultos
É que em seu
querido bairro
O Blém-blém
disse que isso
Claro que
eles não gostaram
Um por um foi
indo embora
Tornou-se um
bairro tranqüilo
Neste ponto o
Mestre Graça
Quis saber
mais dessas almas
Disse que
apesar dos sustos
Que vinham de
muitos lados
Tinha um jeito
meio torto
Nem viu que já
estava morto
Que assustava
os pecadores
Crentes que
não tinham fé
Mesmo assim
foram banidos
Outro era um
mandingueiro
Foi então que
Mestre Graça
Que os
fantasmas expulsou
Qual o fim que
ele levou?
Jaraguá hoje
tem saudades
Dos
barulhos de Blém-blém
"A
FEIRA DO PASSARINHO EM MACEIÓ"
Lá não
precisa ter pressa
Falam que
algum badulaque
Há
barracas muito grandes
Que tira a
tralha do trilho
Mas mal o
trem foi embora
Vendem de
pé sobre o trilho
Estes que
nem tem barraca
Que vem de
todos os cantos
Vai encontrar
quebra-queixo
Sai de lá
lambendo os beiços
E para molhar o
bico
Tem muito
mais que cerveja
Sem a qual
não se festeja
Quando
ainda é filhotinho
Na terra
dos pés-descalços
Vou contar
das profissões
De trabalho rotineiro
Lá tem profissional
Que dá duro o dia inteiro
Dizem os exagerados
Que também tem trapaceiro
Vez em
quando um repentista
É por tudo
isso que eu digo
Quem foi à
este burburinho
"O JUSTO DESTINO DO
PISTOLEIRO JUSTINO"
Dessas que fala
em destino
Outro de um
azul estranho
Com as mãos
sujas de sangue
Quando foi
matar um padre
Nas palavras de
um perdão
Pra cumprir o
seu destino
O olho azul
outro castanho
Nesse encontro
tão estranho