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Mural de Natal
Mensagens de paz e amor
Paloma
Pomba e
oliveira.
Branca,
a bandeira!
Médicos do Mundo,
Curando a cegueira
Nos cinco continentes!
Parai, combatentes!
É tempo de Luz.
Nasceu Jesus.
Morreu ...
Por nós!
Assim,
A Paz
Sou eu,
Está em mim!
Crê!
A Paz
É você!
Maria Granzoto da Silva

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...Foram 60 autores. 122 poemas, 36 haicais em apenas um ano
do Mural Das Letras. Isto sem contar que tivemos, no Das
Letras Stammtisch, mais 19 escritores entrevistados, outros
11 poetas e mais 32 poemas. Uma produção invejável. Uma
História de Literatura, com aga (H) e ele (L) maiúsculos. As
estatísticas não mentem. O Das Letras e o Mural são duas das
páginas mais visitadas de nosso site. A quem devo isto? A
Deus, por ter me inspirado escolher parceiros como Terezinha
Manczak e sua filha Patrícia, Psicóloga e, nas horas vagas,
nossa Webmaster. Devo mais! Devo a todos os autores o prazer
que me deram em bem usufruir a abertura que o nosso Site
proporcionou ao universo da literatura.
Nos umbrais de um novo ano, desejo a todos, de coração, um
Natal cheio de bênçãos do Menino Deus. Que possamos todos,
no ano que se aproxima unir-nos aos Anjos Celestes para, sob
os acordes de liras e trombetas, viajar novos sonhos, cantar
novos versos, entoar novos poemas e, acima de tudo,
consigamos ser, nem que uma pequena centelha, luzeiros de um
mundo tão conturbado, de formas a fazermos brilhar a PAZ!!!
A PAZ, que é tema deste Mural de Dezembro. Que sejamos
arautos da grande nova trazida pelo Cristo: “amarmo-nos uns
aos outros, como Ele nos amou!!!”
“E eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho que
chamarão Emanuel, que significa: Deus está conosco”.
(Evangelho de Mateus, 1, 23)
Amor, Paz e Bem que não custa nada a ninguém!!!
Luiz Eduardo Caminha
Que sementes sãs floresçam
e se espalhem pelo espaço.
Que a escuridão não mais obscureça
e dissipe o sorriso, no rosto da criança.
Que a mão feita para doar e construir
desaprenda a negar e destruir
Que o coração endurecido e opaco,
para que o caminho a ser percorrido,
possa então ser reconstruído.
Quero a luz banhando a Terra,
sentir o aroma da igualdade
Quero justiça, seja onde for
e o avançar da humildade,
vamos dar um basta às desigualdades
diluir as sombras da ambição
da distância e indiferença
cruzar a ponte da amizade
e conhecer a real felicidade
P L Á C I D A P A Z
Luiz Eduardo Caminha
De horizonte a horizonte,
A placidez do céu azul,
Domina a natureza,
Que agoniza,
Enquanto a vida,
Conclama a Paz.
Sóis e luas cruzarão,
O plácido azul do céu,
O ébano silente,
Luzeiro das noites.
Céus e terras passarão,
A cada espreguiçar do
universo.
Silente e cheio de fé,
Eu peço ao Criador:
Não mais fuzis,
Bombas canhões,
Não mais inveja,
Rancores, perdões,
Apenas mãos dadas,
Abraços de irmãos,
Entrelaços de amor,
Apenas... e tão somente,
PAZ!!!
impregnar-se da essência do amor.
Veja quanta beleza há no mundo.
Cante um canto de ternura,
A TUA PAZ
Adilvo Mazzini
A
bre a janela; olha ao longe...
L
evanta este teu belo rosto!
I
rrequietas as nuvens fogem,
N
a incontida beleza do sol já posto...
N
ão percas a oportunidade da viagem
E
estampa alegria em
teu semblante.
F
oste abençoada, porque amaste
E
te amaram, com amor imenso,
L
egando-te uma paz intensa,
Í
ntima, só tua; paz amante,
X
erocópia dos teus sentimentos.
Maria de Lourdes Scottini Heiden
Tracei um rabisco no ar...
E um rio por sob a ponte.
Um vale vestido de árvores
E muita névoa sob os montes.
Meu mundo eu tinha feito.
Entro na casa, acendo o fogo.
Preparo o café dos sonhos.
Mas o coração logo cansa.
Bagunçando o meu desenho.
Indústrias e muitas casas.
O progresso se instalou...
Ofertório da Saudade Anunciada
NM *
esvai-se o tempo
abrindo o tampo
de tudo de tanto
que tento nas noites
escrever de fugaz
que escorre da cana
que quebra na cama
que doido se trai
que muda de uma
pra outra estação
que cobre o rosto
descobre que posto
que a vida que rouba
o rosto que morde
não fala não fala
no mudo ouvido
e todo sentido
que pode nascer
da porta aberta
que aperta o nome
do que nunca se soube
se houve ou se há
amarga a língua
de talagada
tango samba balada
a boca velada
a vela apagada
a luz que acende
sem meias verdades
sandálias descalças
vestindo saudades
nos meus olhos teus
*Paz para Nel Meirelles, poeta pernambucano, cuja poesia alçou
vôo para outro plano...
Rumo à fonte
Izabel
Pavesi
Sigo esguia essa trilha
À
risca, desenho uma rota,
Sentindo a neblina, as pisadas,
Buscando a essência na fonte.
Guiam-me rumo à nascente,
Ecos, zumbidos, cânticos de pássaros,
Rugidos, grunhidos e silvos,
Saídos das profundezas da floresta.
Nos
ombros apetrechos peregrinos,
Tateio, no caminho, as pegadas,
Um
vento sopra regélido,
E
estreante me precipito na vida.
À
vista, indescritível paisagem,
Ao
meu encontro essa brisa suave,
Que
me fustiga a pele e os poros,
Instigantes desafios a minha espera.
Nas
colinas belezas inverossímeis,
Facetas da natureza e de confins,
Rendo-me em sincera surpresa,
Compartilho com aves essa abundância.
Ouço sons remotíssimos, sinfonias distantes,
E
outros silvos roucos, cata-ventos.
A
agitação na mata me alegra e,
Uma
avalanche de sensores me desperta.
Vertiginosamente, a mãe terra declina
Sob
seu manto a neblina, densa.
Cristalizam-se orvalhos e gotas,
Natureza, encanto inesgotável...
Num
rito de passagem, da vida...
Abro os braços aos céus, enternecida.
E
bendigo essa fonte iluminada,
De
amor, serenidade, luz e poesia.
Contemplo borboletas lépidas,
Deslizo por veredas musguentas,
Ouço o estrompido da queda d’água,
Que
abrupto irrompe pelos ares.
Durmo à mercê das intempéries,
Com
aço tempero meu caráter,
Deixo os ventos me levarem...
E
permito ao meu espírito voar...
Esqueço as perdas e incertezas,
Num
ritual de louvor me encolho,
Humilde sufoco temíveis mitos,
E
entorpecida de frio hasteio...
A
bandeira branca da PAZ.
EM
FAVOR DA PAZ
Antonio Cícero da Silva
A paz é dádiva de Deus
Concedida por Deus a nós
Para momentos gratificantes
E forma o bem estar geral.
Lutamos em favor da paz
E com isso somente ganhamos
Guerra não é solução
Mas bons entendimentos, sim.
Paz harmonia de espírito
Riqueza incalculável
Que exala a boa saúde
Geradora da tranquilidade.
Paz sim, guerra não
Ou guerreamos sem sangue
Conseguindo o desejado
E tudo se torna estável.
A paz é benfeitora
Em todo o mundo, com valor
De amizade é procriadora e servil
Vencemos com o devido amor.
Procura-se
Marise Ribeiro
Procuramos por ti... Onde estás?
Onde te escondes?
Vemos guerras sem sentido,
morte estúpida de inocentes,
acordos de paz aparentes.
Onde estás?
Precisamos de ti, urgente!
Vemos crianças famintas,
abandonadas a própria sina.
Na África, verdadeiras carnificinas,
com a Aids em cada esquina.
Onde estás?
Precisamos te encontrar numa vacina.
Violência que assola as cidades,
arrancando inocentes dos lares,
disseminando drogas aos milhares.
Onde estás?
Não nos trate com esgares.
Vemos conflitos raciais,
chacinas em nome da religião,
disputas sangrentas pelo mesmo chão.
Onde estás?
Precisamos que nos estendas a mão.
Vemos a destruição da natureza,
extração irregular de suas riquezas,
degradação e extermínio de suas belezas.
Onde estás?
Precisamos da tua nobreza.
Clamamos por ti na terra
para acabares com as guerras...
Para reinares com a tua presença
como lenitivo para as doenças...
Para servires de elo entre os povos
unindo-os em suas diversas crenças.
Por favor, atende nosso
pedido.
Acode ao ser humano
sofrido.
Zela por um mundo
renascido.
PAZ
Humberto Soares Santa
Eram uns Seres de Luz, que eu bem os vi,
Aqueles que o meu sono visitaram
E num espírito azul me transformaram,
Iluminando tudo o que era ali.
A leveza de mim, que em mim senti,
Fez-me igual àqueles Seres que chegaram.
As minhas mãos às deles se agarraram
E do meu corpo, como luz, saí.
Então fui mancha azul no amplo espaço
E perdido no sonho... fui ventura !...
Uma trombeta soou !... Abriu-se o paço
Onde mora o amor e a alma é pura !...
Feliz, não senti dor, fome ou cansaço.
Fui PAZ ... nesse meu espaço de loucura !...
Cotovia, 2004- o8-29
Humberto Soares Santa
Organização:
Terezinha Manczak
mural@stmt.com.br
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