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TIEF IN DEM BÖHMERWALD
Também do Império Austro Húngaro (Böhmen, Öestreich und Hungarn) do Imperador
Franz Joseph e da imperatriz Elizabeth (Sissi) vieram imigrantes que se fixaram
na nossa região, em busca de um lugar onde fosse possível construir um futuro
melhor para toda a família. Esses bravos “alemães” lá do BÖHMERWALD trouxeram
consigo uma linda canção de domínio popular que falava na terra natal. Diz ela
que já fazia muito tempo que a haviam deixado mas que, a lembrança sempre estava
presente fazendo com que nunca esquecessem a pátria. Lá ficara o seu
bercinho/balanço. Na linda e verde mata. Nos seus versos, pedia a Deus que, pelo
menos uma vez ainda, permitisse rever a terra natal. A bela mata verde. Os
vales. Depois, voltaria e descansaria em paz. Pedia também, a volta dos velhos
bons tempos da infância onde brincava e vivia toda a felicidade. Onde na casa
paterna ficava no prado sobre a grama e mirava até o horizonte a vastidão da
pátria. Lá na linda e verde BÖHMERWALD! Essa gente aqui chegou por volta de 1876
quando a colônia do Dr. Hermann já festejara seus 25 anos. Eram como aqueles que
os antecederam, homens da terra (colonos) mas também, artífices que fabricavam
charutos, chinelos, móveis, ferramentas, doces, etc. Também, cansados de
guerras, soldados desempregados após a unificação do Império Alemão, buscaram
aqui no nosso verde vale verde do verde vale do Vale verde do Itajai (!) a terra
prometida pelo Dr. Hermann como o lugar onde os povos de língua alemã haveriam
de encontrar um ambiente onde poderiam construir um futuro digno para si e para
os seus descendentes. Em paz! Com certeza a mata e os morros em que foram
alojados nas regiões do Garcia e da Velha que hoje são limites com Indaial ou se
encontram dentro desse município não era nem semelhante à verde mata deixada lá
na distante Europa. Mas, foi aqui que construíram ou ajudaram a construir parte
deste país que é conhecida e respeitada por todos. Aqui geraram filhos, netos e
bisnetos que orgulhosamente lhes rendem uma homenagem toda especial por tudo que
fizeram, principalmente nas condições difíceis da segunda metade do século 19,
durante a primeira grande guerra e depois, na época da nacionalização e do
segundo conflito mundial. Sabendo resignar-se tiveram que calar na voz a língua
pátria e queimar os livros escritos em alemão. Ninguém porém, conseguiu remover
de suas memórias TIEF IND DEM BOHMERWALD!
RUBENS BACHMANN
Jornalista – RG 01650 – JP – DRT/SC
Soutosbach – Pomerode (SC)
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