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Setembro, mês que o ano todo, como parido em um
momento, adentra à primavera, natureza sedenta da
hibernação de “seu” inverno, sisudo, mal humorado, cinzento e frio. Seu
inverno, sim, porque este à natureza pertence, pois que necessário se faz
para que ela recobre as forças da eterna infância de um mundo que se fez velho porque o homem, este ser indócil, irrequieto,
indomável e inconsequente, ancião o tornou, por
seu agir. Mês que prosa e poesia se enfeitam, entrelaçam em laços que
tentam colorir a aquarela da vida. Vida que explode em Outubro, em
Francisco, o cantor das criaturas, o poeta maior que fez eco seu bradar
pelos irmãos, pequeninos cacos dum prosaico mosaico, o mundo que vivemos.
Vivamos Setembro, adentremos Outubro, com espírito renovado - já que o
inverno se foi - pela primavera que espreguiça seu
sorriso multicores, como se fosse possível tornar belo este disforme
mundo multifacetado de misérias que nós, homens, compusemos a sorrir, com o
mais absoluto cinismo.
Luiz
Eduardo Caminha
Disse a rosa ter visto
A primavera no jardim
E disse que és tu Amor
A melhor parte de mim
Tchello d'Barros
Hai cai
flores nas janelas
e enxaimel
nas fachadas
longe o (e) terno lar.
Isnelda Weise
Metáforas
Alba Pires Ferreira e Ilda Maria
Costa Brasil (Entrelace)
Nossa história começa em São José
dos Ausentes, RS, na trilha que leva ao Cânion do Pico do Monte Negro (o
ponto mais alto do estado – 1403 metros ), onde
seguiam duas mulheres, aparentando entre setenta a oitenta anos. Uma loira,
outra morena; cor distinta na pele, uma vez que, a prata dos cabelos, era
igual.

– Querida amiga, sabe que não
existe nada mais agradável neste mundo, do que, açoitada pelo vento, subir
ao Pico do Monte, em nublada tarde de agosto, curtindo o ar campestre, fatores climáticos que levam qualquer ser
humano a um universo poético, arrastando isto aqui – falou a
morena apontando para algo que trazia preso às costas. A velhinha loura
sorriu e replicou:
– E você percebe que esse
prazer aumenta quando, mesmo na falta de Maria Madalena para nos limpar o
suor do rosto, encaramos a caminhada, numa boa, em “Papo Família”?
– Qual é,
Bárbara, nesta altura do campeonato, família se reduz a filhos, ironizou a
morena acrescentando – “Filhos, melhor não tê-los...”
– Mas, “se não tê-los como
sabê-los?” perguntou a velhinha marfim, lembrando um número quatro perdido no tempo. Curvando-se um pouco mais, ao
peso do fardo que trazia às costas, tropeçou, numa pedra, engoliu um grito
de dor, e “fazendo uma careta, cantou: – “No meio do caminho tinha uma
pedra / tinha uma pedra no meio do caminho”. E olhando de soslaio para a
companheira: – Canta comigo Jandira, assim a viagem fica mais alegre.
Morena Jandira, apertando os olhos, face à dor causada pela coroa de
espinhos rodeando a cabeça: – prefiro declamar minha alegria gritando ao
vento: – “Poeta é um fingidor. / Finge tão
perfeitamente... / Finge até a dor que deveras sente.”
E falando com seus botões, lembrou dia e hora de cada espinho... Viagens,
suas roupas jogadas ao léo, as noites passadas em
claro, inúteis discussões, que não levavam a nada, seu PC ...um safanão
bastou para destruí-lo. Quanto dinheiro gasto, para arrumá-lo. Diferente de
pessoas, máquinas a gente sempre arruma, deixa novinha em folha.
Entusiasmada, ergueu a cabeça e repetiu: – “Finge até a dor que deveras
sente...” A custo, aproximando-se de Bárbara: – Como vai se portando
tua coroa? Arquejante, a velhinha movendo a cabeça com dificuldade, forçou
um sorriso, respondeu: – muito bem obrigada, cada espinho no seu devido
lugar. E como não havia de ser ...espinho desilusão, espinho solidão,
espinho abandono, espinho sonho destruído. Bem feito. Afinal, velha metida,
se fazendo, querendo sonhar... Tentou sacudir a cabeça. Impossível, curvou
um pouco o pescoço, face esboçou um esgar na máscara. Trocar de casa, uma
novinha, ensolarada, piso novo, móveis novos. Logo ela, uma velha,
pra que isso? Gastar dinheiro em bobagem? Já não tinha a espera, outra no
João XXIII? Cupins? Aprender a conviver com eles, ora bolas. O melhor, amorcegar àquela casa e fim de papo. Soltando uma
sonora gargalhada: – “Quanta gente que ri talvez existe / cuja única
ventura consiste / em parecer aos outros venturosa”
E assim, perdidas
em seus pensamentos, ambas continuaram a subida íngreme, em direção ao
topo. Caíram algumas vezes, ergueram-se, em determinado momento; uma troca
de olhares marota selou algum acordo, pois, apoiando-se mutuamente,
cantaram:
Mal
Secreto
“Se a cólera que espuma, a dor que mora /
N'alma, e destrói cada ilusão que nasce, / Tudo o que punge,
tudo o que devora / O coração, no rosto se estampasse; / Se se pudesse o espírito que chora, / Ver através da
máscara da face, / Quanta gente, talvez, que inveja agora / Nos causa,
então piedade nos causasse! / Quanta gente que ri, talvez, consigo / Guarda
um atroz, recôndito inimigo, / Como invisível chaga cancerosa! / Quanta
gente que ri, talvez existe, / Cuja ventura única consiste / Em parecer aos
outros venturosa!”

E assim, alcançaram o topo do
Monte Negro, e assim, para sua surpresa, foram recepcionadas por Vinícius
de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa e Raimundo Correa.
Depressa, jogaram ao chão, a cruz e a coroa de espinhos, que nossas
heroínas portavam. Comovidos e felizes, comentavam que, durante a árdua
jornada, Bárbara e Jandira aludiram a seus poemas, o tempo todo. O mais
entusiasta, dando um passo à frente, falou:
– Oh,
sinto-me envaidecido, pois da tríade parnasiana – Alberto de
Oliveira, Olavo Bilac e eu, Raimundo Correia, foi um poema meu o escolhido
para fechar este trabalho. Caros leitores, curtam
a sonoridade de minhas palavras e de meus versos. Seria
decepcionante, para o meu ego, se o poema aqui transcrito,
integralmente, fosse "Os
Sapos", de Manuel Bandeira..
As
duas velhinhas, uma loura outra morena, de São José dos Ausentes?
Frio... Vento... muito vento, brincando com as
cabeleiras cinza azuladas, subindo, subindo, jogando-as de um lado para o
outro entre brancas nuvens cercadas da tão almejada Paz,
finalmente alcançada.

Desilusão
Sonho,
Amargurado,
Agruras
Dum dia feliz...
Que não vem.
Sol, chuva,
Noite fria,
Lua nua,
Noite, dia,
Que se vão
Dia, noite,
Noite dia,
Cá espero.
A Felicidade?
Mera quimera,
Castelo d’areia.
Fere-me a alma.
Machuca-me
O coração que anseia
O vazio de sua ausência,
Preencher.
Tempo passa
Ela não vem
Nem a Felicidade,
Nem aquela,
Quem me dera,
Me pudera,
Fazer feliz...
Sorrir,
Quiçá,
Outra vez!!!
Luiz Eduardo Caminha
Floripa, Distrito de Ratones,
14.09.2009
Botão de Rosa
Aos meus pés cai uma flor
Trazida pelo vento,
Dizendo talvez que o amor
É sutil ou violento.
Eu não a deixo ao relento;
É uma rosa... e quase fala !
Mas firo seus sentimentos
Se ela se despetala.
Pego-a delicadamente,
Mas me firo em seu espinho
Eu nem sei se ela sente
Esta forma de carinho.
Com minhas mãos perfumadas,
Seguro esta rosa-botão
Que mesmo depois de arrancada,
Se abre no meu coração.
Autoria: Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros
http://www.luizpoeta.com/
Cidade Blumenau
Blumenau,
apelidaram-te de loira.
Quando se deita lá no céu o rei poente,
Em cor perfeita o teu lindo vale doira,
Lembra teu povo, todo mundo boa gente.
Tu és também nossa cidade-jardim.
Quando setembro é presente em teus quintais,
Os coloridos de tuas flores são sem fim,
Exuberância sorridente em teus florais.
Teu nascimento foi chegada de um navio.
E desde lá vem crescendo a tua história
Tão bem tramada num trabalho fio por fio,
Formando um manto que te cobre só de glória.
Correm esguias as curvas no teu rio
E todas elas são os teus cartões postais.
Mas outro sopro de idéias te sorriu,
Também puseste lindas curvas em cristais.
“Ó Blumenau, és alemã de carteirinha
E já provaste como é brava tua gente.
Pois quando há cheias na cidade ribeirinha,
Logo depois ninguém lembra da enchente.”
Blumenau, tu também tens aniversário.
É mês setembro e teu dia é o dois.
Assinalar completamente o calendário
E te dar VIVAS! Também antes e depois.
Jairo Martins
poetajairo@bol.com.br
www.guiadeblumenau.com.br
Segredos das roseiras
Certa ocasião, era jovem, mas até hoje ainda me lembro, li que as
roseiras têm estranhos mistérios.
Não dei maior atenção ao fato, mas nunca o esqueci. A curiosidade
aumentou quando soube da mística Rosa de Ouro, uma das representações da
alma completa. Segundo velhas tradições orientais e ocidentais, é uma
rosa de quatro folhas, abertas num mesmo plano. Simboliza o Todo, a Essência.
Como tenho facilidade de entalhar, peguei formões e goivas, madeira bem
seca e iniciei um trabalho. Tosco no início, ganhou formas que eu
mesmo duvidei, à medida que entalhava. A rosa surgia,
por si só, cada vez mais bela.
Não me perguntem a causa; jamais descobri.
Sei apenas que não tinha habilidade ou arte para conseguir o resultado
final, que ocupa uma das paredes da minha sala e merece elogios.
Acontece que não sou entalhador, aprendi o trabalho sozinho e reconheço que
minhas mãos são bastante limitadas com as goivas.
Se o trabalho saiu bonito, na minha pouca compreensão deste mister, é porque foi feito com calma e carinho.
Todo o resto é por conta da rosa mesmo, que se completou independente da
minha vontade.
O fato não se acaba. Fosse apenas isto, eu entenderia como um golpe
de sorte. Por conta do meu entalhe, acabei ganhando quatro mudas de
roseiras silvestres, simples, mas nem por isso menos
bonitas que suas efêmeras irmãs graúdas. Plantei no barro,
como manda a boa técnica.
Cultivei as mudas que se acabaram transformando
em adultas. A partir daí, começa o mistério das roseiras. Em
todos os momentos importantes, não cessam de nos presentear com um botão,
em épocas significativas.
Fiquei conhecendo o maravilhoso mundo das flores. Fiz uma intervenção
cardíaca para eliminar uma taquicardia por excesso de nervos no
coração. Feita por via femoral, os riscos são mínimos, e os nervos
seccionados por ondas de rádio. Sucesso absoluto,
fiquei no hospital apenas vinte e quatro horas, e benditas sejam as
mãos e o conhecimento do jovem cirurgião. Taquicardias nunca mais.
Quando retorno para casa, encontro uma linda rosa, cujo botão não foi
visto. Mas a roseira não se esqueceu do seu amigo.
Finalizando: faço aniversário breve. As roseiras, sabedoras do
assunto, deram-me um presente. Todas elas! Enfeitam-me a
sala...
Jorge Cortás Sader Filho
Afeto...
Mesmo
que insistam
Que
eu caia em lodo
Embriague-me
na tristeza
Seja
cruel tal qual
ferroada de uma abelha,
Mesmo
que eu saiba
Que
distante condenam-me
Por
não possuir bago que destrói,
Recolho-me
ao silêncio
Vagueando
entre pétalas de lágrimas,
Lamentos
íntimos do meu eu.
A
tristeza que tanto afugento
Desagua sem pedir licença.
Forças quase exauridas,
Insistem
em saber
O
que querem de mim?
Já dei-lhes o meu perdão,
A
minha indiferença,
O
meu amor,
Nada
quiseram !
Se
não têm capacidade
De
sentir felicidade,
Desagúem suas dores
noutro jardim,
Nem
tentem matar-me
Com
o vosso fel envenenado,
Mesmo
rolando em lágrimas
Repouso
a borboleta
que paira em meu jardim,
Quieta,
mansa, sedosa
Tal
como o afeto
Que
conduzo dentro
de mim
Iara Melo
Haicai Matinal
Navalha
do tempo riscou um instante da manhã.
Mero bocejo de carros que iam e vinham pela avenida.
Aos fundos, um homem – alheio em seu próprio jardim.
Tinha a mesma melancolia do cinza e cortava o arbusto como quem diz: pra
que vale a vida?
Sua altivez eram pequeníssimas folhas picadas – somente elas esvoaçavam o
dia.
Em sua melhor atuação como jardineiro, o homem não fez nenhuma escultura.
Foi sua história que ficou emoldurada na aurora.
Lorreine Beatrice
Conheça a autora
Vida
Se digo que pra
tudo há recomeço
e que a tristeza um dia se desfaz,
é porque o inverno, triste cinza-espesso,
a luz da primavera em si já traz.
Se calo-me e da dor não me despeço
e não censuro o sonho (que é fugaz),
é porque guardo a noite em mim, confesso,
pois nela eu sinto que sou mais capaz.
Fico em silêncio em meio aos meus segredos
enquanto a lua se despede aos poucos
e dá lugar ao sol e seus enredos.
Pairam no ar sementes de verão!
E verdejantes são as suas folhas,
valentes como o dom da floração!
© Márcia Sanchez Luz
Saudades do Campo
Festival Nosso Inverno 2009
Saudades do campo
E seu clima de encanto,
Frio forte da serra
Foi grande a espera
A casa tão bela
Sua porta e janela,
A flor da sacada
Ladrilhos da escada
Abaixo, a cozinha
Com mesa e fogão,
Panela sozinha
Esquenta o pinhão
Acima, na sala
Arruma-se a mala,
A casa está pronta
A hora não conta
A noite é longa
E a vida se alonga,
No campo o tempo
É cada momento
Ricardo Brandes
Extraído do Blog da Sociedade
de Escritores de Blumenau
Etérea
Por que fui querer assim
essa mulher de mistérios
que fala de amores perfeitos
e das sombras uiva à Lua
em cio, fogo, desconcerto...
Por que, querer assim essa mulher
perder o sono, a sede, a fome
ficar transtornado de desejo
se a sei eterna, louca, desconforme
e me desfaz em cacos, quando a vejo...
Ah! por que fui querer assim
essa mulher imprevista e fugidia
que oscila entre fuga e reconquista,
que me retalha e consome, feito
um anjo perdido, uma vadia...
Caio Martins
Conheça o autor
Despedida
Adeus...
Assim... quase rápido
quase leve
sussurro, suspiro
nada além de um respiro
Adeus...
Assim... pequeno,
tão frágil, tão forte
engasgado talvez
pacto frio, sem aceno
Essa voz em mim
conclusão já firmada
sem prosa ou mais nada
fel... (desejo sem jeito)
velado no peito...
Nenhuma noite tem volta
e o que morre não volta...
Lígia Antunes Leivas
http://www.avpb.olga.kapatti.nom.br/academicos_avpb/110_LIGIA_LEIVAS_ANTUNES.htm
Primavera Azul
Primavera azul?
Vestígios da
Loira Blumenau?
O céu azul
Que nos acompanha dia a dia?
Não importa,
E sim a magia
Envolvendo - nos
Todos os dias.
A certeza de que as flores
Estarão cobrindo
Nossos caminhos
Com suas nuances
E perfumes,
Que os dias escuros,
nublados
Ficaram para trás.
Que a vida
Recomeça em
Cada amanhecer.
Porque ainda
É tempo de embriagar-nos
Na visão da nossa
Fauna e flora,
Despertando
A consciência
De ainda termos tempo
De salvar
A grande morada,
O nosso lugar,
A nossa terra.
Raquel Gastaldi
Sol de Primavera
Foi-se o
inverno cinza e frio
chega o belo sol da primavera
esquentando o ar tão sombrio
seus raios de tudo se apodera
E o seu brilhar faz um aceno
saudando a estação das flores
que surge com todas as cores
em dias claros, de clima ameno
É o sol da mais linda estação
que ofusca todo nosso pranto
faz brilhar apenas um encanto
que tanto alegra nosso coração.
http://www.sue2001.recantodasletras.com.br
Sueli do Espírito Santo
Espelho
Olho no
espelho
e percebo rugas
em minha alma.
Ouço minha alma
e percebo que estou só.
Meus fantasmas me visitam
para revelar-me
segredos esquecidos.
Quero gritar,
mas a voz cala,
fragmentada de soluços.
Toco minha pele
e busco a emoção adormecida.
Sinto a brisa do perfume ausente
e então volto à realidade,
pois a vida passou
e somente meus sentimentos
permaneceram.
Neida Rocha
http://www.neidarocha.com.br/
Manhãs
Ligi@Tomarchio®
http://www.ligia.tomarchio.nom.br/
Sonho manhãs a iluminar
pobre corpo adormecido
coração notívago
alma insone a clamar
calor e pássaros a voar.
Bebo manhãs alheias
nas entrelinhas e caminhos
feito sertanejo na estiagem
sedento de amor e poesia.
Colho manhãs em flores
coloridos beija-flores rosados
vida pulsa terra úmida
lamentos vívidos ecoam lentos.
Busco minhas raízes amanhecidas
mortas invisíveis paredes insólitas
varanda da memória ensolarada
eterna caminhada insana.
Alimento manhãs maternas
ternura desaparece na floresta
sinistra sina a perseguir
onde apenas encontro noite e fome.
Deste mês quero ser freguês
mor
Deste cheiro que
impera
Já no primeiro dia lindo.
Chega logo à primavera
Os belos campos florindo.
Logo já neste mês
Despedida gloriosa.
Logo do frio que fez
Numa data imperiosa.
Esta troca de estação
Do inverno a primavera.
Causa certa emoção
Beleza que brota da terra.
Deixando os campos floridos
Borboletas e beija-flores.
Enfeitando os belos coloridos
Colhendo os seus sabores.
São José/SC, 1 de setembro de 2009.
Mário Osny
Rosa
www.poetasadvogados.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br
mosnyoiram@gmail.com
Organização:
Luiz Eduardo Caminha
dasletras@stmt.com.br
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