continuação...
Mas, é no versículo
12 do capítulo 7 que Cristo mostra o programa,
o software para abrir
aquela gaveta do subconsciente e liberar a
matriz que nos faz “imagem
e semelhança de Deus” – “Tudo o
que desejares que os
homens vos façam, fazei-o vós primeiro a eles”.
Ora, todos nós queremos, para nós próprios, coisas boas. Pois
façamos, para os outros, coisas que sejam boas. Todos querem ser
amados. Pois esqueçamos o ódio, a mágoa, o rancor. Amemos
primeiro os outros, que são nossos irmãos nesta Criação. Todos
nós queremos o bem. Pois façamos primeiro, para os outros, o bem.
Todos queremos a paz. Pois sejamos apóstolos da paz. Todos
gostamos da gratidão de nossos filhos de nossos amigos, das
pessoas. Pois sejamos nós gratos por nossos filhos, nossos
amigos. Saibamos ser gratos às pessoas que nos rodeiam. Todos
gostam de um afago, um carinho, um abraço, um sorriso. Pois
vamos nós, primeiro, sermos ternos, afáveis, distribuir os braços a
todos que precisam de abraços. Não sejamos amargos. Sejamos nós
os primeiros a sorrir para os outros, para a vida. Muitas e
muitas vezes precisamos de um ombro amigo. Pois, estejam os
nossos ombros sempre livres para quem quiser repousar sobre eles
as suas angústias, as suas aflições.
Lembrem-se : nós fomos feitos para viver no amor, sem ódios, sem
guerras, sem conflitos, sem inveja. Fomos moldados para a
harmonia, o equilíbrio, a paz. Vivamos pois assim com os nossos
próximos mais próximos, a nossa família, o nosso vizinho, os
nossos amigos, a comunidade, com todas as pessoas, com a
natureza, com a água, o mar, os céus, o mundo que nos rodeia,
porque, como nós, foram os seres e elementos concebidos como obra
de uma só Criação.
Não importa a fé que você professa, a religião que você tem,
busquemos todos a felicidade. Afinal quem somos nós para
julgarmos. É o próprio Mestre quem recomenda.: “Não julgueis e
não sereis julgados, porque com a mesma medida que, porventura,
julgares sereis vós também julgados” (Mateus 7, 1-2).
Vejam a beleza destes pensamentos extraídos do livro “A arte da
felicidade” de Howard C. Cutler, Médico Psiquiatra e de Tenzin
Gyatso, o Dalai Lama : “Acredito que o objetivo de nossa vida
seja a busca da felicidade. Quer se acredite em religião ou não,
quer se acredite nesta ou naquela religião, todos nós buscamos
algo melhor na vida. Portanto acho que a motivação de nossa vida
é a felicidade. Quando você mantém um sentimento de compaixão,
bondade e amor, algo abre automaticamente sua porta interna. Com
isso, você pode se comunicar mais facilmente com as outra
pessoas. E esse sentimento de calor cria uma espécie de
abertura. Você descobre que todos os seres humanos são
exatamente iguais a você e se torna capaz de se relacionar mais
facilmente com eles".
Você não acredita nestas coisas? Pois eu acredito. Sabe aqueles
momentos que você está triste ? Isto acontece pela saudade que
você tem daquela matriz, daquela sementinha, imagem de Deus que
está plantada em você e, por algum motivo, você a esqueceu ou
não encontrou. Sabe aqueles momentos de angústia, de dúvida? São
saudades desta sementinha. Saudades do Deus que habita em você.
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