E aquele chapeuzinho de Merlim,
o mágico, com pom-pom e tudo mais? Serviu, ao menos, para cobrir a
cabeça de Emanuel, Deus conosco? Ta bom! Vá lá! O velhinho
encanta a criançada, mas daí a transformá-lo na figura central
do Natal, são outros quinhentos.
É! Tudo parece
brincadeira. Um “pit-stop” na correria da vida. Não para
reflexão, nem tampouco para lembranças boas. Quem sabe para
agradecer mais um ano que passou? Que nada! Isto é coisa de
alienados. O importante é o bom velhinho cheio de saúde, quando
tantos a perderam e jazem no fundo de uma cama, os presentes,
cheios de tecnologia, quando tantas crianças nem acesso a escola
possuem, as guloseimas, os perus assados, quando a fome grassa o
mundo. Pra que pensar em mais tristeza? Mais problemas? É
dezembro gente! É tempo de Natal e... de Papai Noel. O Menino
Jesus? Bem! Quem foi mesmo este garoto? O que ele tem a ver com
o Natal?
O mundo mudou. E para pior! Nem no Natal o povo lembra a paz, a
concórdia, a união. Coisa mais brega!! Arch! Nem dá glórias a
Deus nas alturas. Também! Quem mandou Deus ficar lá no alto,
assistindo a tudo? Eu, hein!
Que neste Natal a sua vida freie! Pare até, se for preciso. Nem
que por um só minuto. Mas para lembrar que Deus se fez Homem e
habitou entre nós. Entregou-se, na cruz, para quitar nossos
erros. Que você opte: ainda dá tempo de construir a paz, de amar
o próximo, de mudar a vida. Para melhor! Ainda é tempo de sermos
melhores que ontem. De construir um amanhã melhor. Ainda dá
tempo de apertar um botão que desligue o aparelho que só produz
coisa ruim. Ainda dá pra mudar os políticos, que parecem não ter
mais remédio! Ainda dá tempo de salvar o homem e o planeta!!!
Ainda dá tempo de substituir o “bom velhinho” pelo Menino Jesus.
Feliz
Natal!!! Jesus nasceu! Celebremos, portanto!

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