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Salvem o Planeta
No livro do Gênesis, após
concluída a Criação, salta aos olhos uma missão e um compromisso
sério para o homem e a raça humana: “Deus os abençoou e lhes
disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e
sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos
céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. E Deus
disse: Eu vos dou todas as ervas que dão sementes e que estão
sobre toda a superfície da terra; e todas as árvores, que dão
fruto e que dão sementes: isto será vosso alimento” (Gênesis 1,
28-29). Esta era a missão.
Há, entretanto, um detalhe que
precede a criação do próprio homem: “E Deus viu que tudo isto
era bom” (Gênesis 1, 25). Este era o compromisso.
Ao conferir esta missão ao homem,
Deus propiciou-lhe um lugar onde emanava leite e mel, um éden,
um paraíso, como se estivesse a preparar um ambiente perfeito,
equilibrado, para assentar a obra máxima de sua criação, feita à
sua imagem e semelhança, o homem.
Mas o compromisso era um recado
direto, objetivo: tudo isto, toda a terra eu criei para o vosso
deleite, para o vosso sustento, para vossa sobrevivência. É
preciso, pois conservá-la, para que continue dando fruto, para
que o equilíbrio seja completo, para que isto continue sendo
bom.
O Homem, entretanto, nada entendeu
e, desde os remotos tempos jamais se preocupou com o compromisso
que estava embutido naquele mandado. Egoísta, prepotente,
arrogante, se adonou de tudo sem medir qualquer conseqüência
sobre os danos que viesse a causar àquele Paraíso criado. Foi em
frente nas suas atrocidades. Caçou por caçar, matou para se
divertir, rasgou o ventre da terra mãe para expor-lhe as
entranhas, como se isto nunca pudesse chegar a um fim que
prejudicasse a si próprio. E a sensação era esta mesma! A Terra
era tão soberba que seus recursos pareciam infindáveis,
inesgotáveis.
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