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...Foi a primeira - e por séculos a única - versão da Bíblia que apresentou o Velho Testamento traduzido diretamente do hebraico, mas não sem deixar alguns vícios linguísticos da tradução grega conhecida como Septuaginta.
A pedido do Papa, São Jerônimo teve a liberdade de adaptar o texto ao latim vulgar e retirou do conjunto os livros considerados apócrifos. A esta versão deu-se o nome de Vulgata que foi usada pela Igreja Católica Romana durante muitos séculos, e ainda hoje é fonte para diversas traduções. Com o Concílio Vaticano II foi procedida uma revisão geral da Vulgata e o resultado disto foi a Nova Vulgata que serve de base para as bíblias modernas.
Feito este parêntese, voltemos ao âmago deste artigo.
Fica patente, na versão grega – traduzida do hebraico – o sentido daquele “sopro” que transformou o homem em ser vivente, quer seja, o homem, um animal da Criação, feito imagem e semelhança de Deus, só recebe este atributo no momento em que o próprio Criador sopra-lhe – pelas narinas – aquilo que viria a diferenciá-lo, torná-lo impar: a vida de Deus em nós. É aí que somos “animados” como seres viventes, que possuem, dentro de si a essência divina.

É isto também que nos torna “irmãos” porque todos, sem excessão, recebem este “componente genético” - o gen do Criador - se é que assim posso comparar.
É isto que nos torna únicos. O GEN que recebemos diretamente de Deus. Este é o sopro da diferença. Algo só concedido a nós como DOM GRATUITO de Deus. Portanto, não se trata de diferenciar o racional (nós, seres humanos) do irracional (os animais e vegetais). Até porque, não poucas vezes, somos nós os irracionais.

Agora cabe-nos questionar: Quando invejamos, desejamos mal a um outro ser, atentamos contra a natureza, promovemos a violência, quando disputamos espaços e calcamos os outros como se fossem trampolins para nossas vaidades, nossas cobiças, nossas vantagens, nossos egoísmos, estamos sendo “diferentes”? Estamos sendo expressão da imagem que temos de Deus? Seguramente que não!

Ora, Deus é bondade, é Amor, é Equilíbrio, é Justiça, é Paz. Só quando trilhamos estes caminhos, estamos impondo aos outros esta diferença. Estamos sendo sua imagem. Sua semelhança. E, sem dúvida, o foco deste nossa maneira de ser é o próximo, o que convive conosco, primeiro na nossa família, depois entre os parentes, os amigos, a comunidade, o mundo que nos rodeia, inclusive a natureza. Sempre que atentarmos contra um destes vetores estamos desfigurando a IMAGEM DE DEUS EM NÓS! A ALMA, como quer o português.

 

Amor, Paz e Bem que não custa nada a ninguém!

Luiz Eduardo Caminha

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