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Mensagem

Luiz Eduardo Caminha

 

 

O Livro Sagrado, ao descrever a criação do homem, o faz desta forma : “E  então Deus criou o homem, a sua imagem e semelhança, homem e mulher os criou, à imagem de Deus os criou”.
Ao tentarmos enveredar pelos magníficos campos que a interpretação pode dar a este momento impar da Criação, não fica difícil imaginar que o homem foi criado para viver em plenitude semelhantemente a seu Criador.
Deus é pleno, é harmonia, amor, equilíbrio, infinito. Deus é o bem. Por mais que tentemos não existem palavras, em dicionário algum, em qualquer língua, que consiga expressar a concepção de Deus. Nossa mente não consegue dimensionar este Ser. Talvez a melhor expressão para definir  Deus seja “Deus é o tudo e o todo” Porque? Simplesmente porque o homem é finito e não consegue mensurar o infinito, o absoluto. Entretanto, isto tem pouca importância. O que importa mesmo é sabermos a essência do porque e para que fomos criados. Ora, se fomos criados à imagem e semelhança de um ser perfeito é para isto que fomos criados.
Na verdade, este desejo, esta vontade do Criador, está impregnada em nós mesmos. Como uma sementinha, esperando o momento de desabrochar a árvore que dá sentido à vida , plantada dentro de nós mesmos.  Como uma marca, uma assinatura que o artista faz na sua obra. Dentro de cada um de nós há uma espécie de memória, um pequeno “chip” que tem armazenado esta memória do absoluto, de Deus. Uma matriz situada em alguma gaveta do subconsciente, onde está impresso que fomos criados para o bem, para a felicidade, para vivermos em paz, em harmonia, em equilíbrio, no amor.
O que precisamos, e aí está o grande segredo de quem vive assim, é descobrirmos o nosso programa, o nosso software que abre esta gaveta, libera esta matriz e nos põe as condições para buscarmos estes paradigmas.
O próprio Jesus Cristo, quando esteve em nosso meio apontou a chave para este programa. Esta chave você pode encontrar nos capítulos 5, 6 e 7 do Evangelho de São Mateus que reporta todos os ensinamentos do Mestre no chamado Sermão da Montanha.
Faça uma experiência. Pegue a sua Bíblia, o seu Novo Testamento e procure ler pausadamente, refletindo, meditando sobre cada versículo. Faça isto com sua família. Você vai ter uma agradável surpresa. Só para lembrar Evangelho de São Mateus, capítulos 5 , 6 e 7.
E é, exatamente, neste sermão que Cristo dá a receita para começarmos a busca por uma vida feliz. Falando a seus seguidores Jesus pergunta: “Qual dos mandamentos vos parece ser o maior ? Um dos presentes respondeu “O maior dos mandamentos é amar a Deus sobre todas as coisas” Mas há um segundo mandamento, disse Jesus, que é tão grande como este “Ama o próximo como se fosse a ti mesmo” e segue, entre tantos ensinamentos dizendo. “Eu não vim para tirar um jota ou um traço da lei . Eu só vim para subrogá-la”. ... continua