Stammtischgeist
A duas semanas da 13ª. Edição do Encontro de Stammtisch (Strassenfest
mit Stammtischtreffen) gostaríamos de convidar a todos para uma
reflexão sobre o “stammtischgeist” – o espírito dos stammtische,
o seu jeito de ser.
Não há dúvida que o homem, um ser gregário, faz desta busca
pelos outros, pelo convívio social, a força motriz que move um
stammtisch, uma confraria, uma patota.
É o sentimento de fraternidade, unindo seus membros entre si,
que desponta primeiro como um dos ingredientes mais marcantes
deste “stammtischgeist” (um termo alemão que significa: o
espírito do stammtisch). Por conseqüência disto, outros
sentimentos aparecem como plano de fundo destas confrarias. O
cumpadrismo, a cumplicidade, e o maior de todos, sem dúvida, o
amor. Não o amor como o concebemos entre casais, entre pais e
filhos. Não! O amor que aparece entre os membros destas
confrarias não é outro que aquele que um dia reuniu os
seguidores de Francisco de Assis de quem a multidão admirava
exclamando: “vede o quanto se amam”.
Ao conhecer de perto estas confrarias podemos entender melhor
este sentimento que embute a solidariedade, a camaradagem, a
harmonia, o compromisso que um cria pelo outro a ponto de gestos
extremos. É lógico que aqui, nesta reflexão, vêm-nos à mente a
maior expressão do amor pelos homens, pela raça humana, deixado
no mundo por Jesus Cristo. Um amor capaz de fazê-lo entregar a
sua vida, o seu sangue, de uma forma cruenta e brutal, por nossa
salvação.
Sou uma testemunha disto nos grupos dos quais fazia –e ainda me
considero- parte como integrante. A solidariedade que me foi
emprestada, na hora da doença, por meus confrades, meus irmãos,
a alegria quando uma melhora nos permitia um reencontro, o apoio
inconteste nas orações, nos inúmeros e-mails, verdadeiros
bilhetes eletrônicos de fé, me fizeram entender o que é este “stammtischgeist”.
Sei que ele está presente em todos os grupos, em todas as
patotas e é aí que me volta à cena o Encontro de Stammtisch.
Que levemos todos para a Rua XV de Novembro este espírito
fraternal, este jeito de ser, para que possamos confraternizar
em meio à alegria, a irreverência, promovendo a concórdia e a
paz.
"Oh, como é bom, como é agradável
para irmãos unidos, viverem juntos” (Salmo 133)
Amor, Paz e bem que não custam nada a ninguém!
Luiz Eduardo Caminha
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