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Nossa esperança é que este espírito permaneça. AMOR, PAZ e BEM, que não custa nada a ninguém!!
 

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Mensagem

 
Luiz Eduardo Caminha
 
   Na região conhecida como Umbria, norte da Itália, no início do séc.XIII,  um grupo de jovens surpreendia  a  população  da pequena Assis,  uma cidadela erguida no alto da montanha. Durante suas andanças matutinas ou vespertinas, saiam de seu improvisado mosteiro, na planície, subiam para a cidade e adentravam-na caminhando por suas ruelas e becos, alegres, festivos, cantantes. Faziam ver ao povo a amizade, a camaradagem, marca inconfundível daquela fraternidade, os irmãos menores.
     Viviam de forma singela, humilde, dividindo tudo  o que tinham entre si e, não foram  poucas as vezes, de tal forma era sua solidariedade, que privavam de seu
sustento para fazer deste, o pão de cada dia dos necessitados e carentes. Era de tal
forma o "espírito que os unia" que, a sua passagem, muitos exclamavam: "Vede
como se amam!!!".
     Quase 800 anos depois, o "espírito" de Francisco de Assis e seus "fratellos" se  faz revivido nos grupos de stammtisch, nas confrarias e patotas. A amizade parece ser seu  elo comum e a camaradagem, a alegria, cria entre seus membros uma fraternidade marcada por laços de cumpadrismo e cumplicidade, a ponto de parecer justo, como em Assis, exclamarmos: "Vêde como eles, também, se amam!!!".  Pois é este AMOR, sem compromisso, egoísmo e interesses, que faz manter esta tradição  perpetuada  em Blumenau,  e nas  colônias  alemãs,  pelos  descendentes germânicos e por todos os outros que, embora de outra origem, absorveram seus hábitos culturais. Portanto, nada mais certo que homenagearmos os membros destes grupos fazendo  nossas  as  palavras do  Apóstolo  Paulo  em  sua  1ª. Carta aos Coríntios,  capítulo 13, no texto conhecido como "o Hino do Amor".
     "AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tivesse o amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. Ainda que eu tivesse o dom de   profecia,  e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, ainda que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se eu não tivesse o amor, eu nada seria.
     Ainda que eu distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se eu não tivesse o amor, nada disso me adiantaria.
     O amor é paciente, é prestativo; não é invejoso; não  se  ostenta,  não se incha de orgulho.  Nada  faz  de  inconveniente,  não busca o seu próprio interesse,  não  se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
 
continua