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Blumenau, a
ordem é reconstruir
As
imagens das últimas tragédias dormitavam nos recônditos da mente
dos blumenauenses. Lampejos que iam e viam, cada vez mais
raramente. As marcas das cheias de 1983 e 84 não passavam de
pálidas fotos de arquivos. Da enxurrada do Garcia, que vitimara
18 pessoas em 1993, ficara uma certeza, ainda que incerta: Nada
daquilo voltaria a acontecer!.
Lembro
das campanhas de solidariedade. Pertencíamos, eu e minha esposa,
ao Posto da Defesa Civil da Igreja Matriz. Estávamos em plena
Oktoberfest. Fomos à Proeb, naquela tarde em que Helmuth Högl
chorou emocionado. Inúmeras pessoas, mesmo vivendo o drama,
compareceram para comprar um CD da banda cuja renda seria
destinada aos atingidos.
O Brasil
se solidarizava com envio de gêneros alimentícios, água, roupas,
colchões, depósitos em dinheiro. Blumenau responderia, mais
tarde, em favor das vítimas de catástrofes semelhantes em
Petrópolis e no Nordeste. Tudo! Tudo isto parecia estar
esquecido na face risonha de uma geração de jovens – crianças à
época – que, agora, tocam a cidade.
De
repente, lembranças sacudidas trazem à baila novas imagens e
tensões, outras tristezas, muitas dores. A tragédia voltou! E
pior! Muito pior! Blumenau e região são vítimas de novo. Com uma
intensidade jamais vista.
continua |