1. Apresentação
2. Conheça o Artista
3. Galeria
4. Crítica

 

 

Rosina de Franceschi, Uma Sutil Transcendência.
Tchello d'Barros

Rosina de Franceschi, é uma artista cuja trajetória nas artes plásticas pode ser catalogada em duas fases distintas; o período impressionista e o contemporâneo. Bastante conhecida no meio cultural, esta descendente de italianos, oriunda do Oeste Catarinense fincou raízes em Blumenau, palco de sua atuação como artista. Esposa, mãe e professora, ainda encontra tempo para utilizar sua formação acadêmica em Educação Artística para ensinar técnicas de expressão em desenho e pintura. De aspecto jovial, é uma pessoa que com discrição e elegância tem apresentado suas obras em ambientes bem diversificados.

Já arrebatou prêmios em Salões de Arte e expôs diversas mostras individuais e inúmeras coletivas em galerias e espaços culturais. Seu trabalho configura um dos valores de relevo que emergiram nos anos noventa, contribuindo para a fisionomia plástico-visual da arte em Santa Catarina.

A artista escolheu a tela como suporte principal para sua produção. Tal superfície recebe tintas acrílicas e eventualmente recursos de colagem em simbiose com texturas e efeitos fragmentados (a vida multifacetada frente ao novo milênio?), preterindo a organização espacial em favor do gestual e da acentuada expressividade emocional, especialmente nas obras em linguagem mais abstrata, que deram origem à fase contemporânea.

Diferindo da torrente de papéis-carbono e fatigável experimentalismo que poluem atualmente o segmento das artes plásticas, a obra de Rosina de Franceschi firma-se com uma linguagem própria, que cambia do abstrato ao figurativo, desnudando a condição humana, hoje em busca de sua essência, com suas angústias e emoções. Apresenta ainda, um certo lirismo pigmentado com nuances de sua sensibilidade, nas figuras estilizadas, ora dramáticas, ora poéticas. O expectador identifica-se em suas obras num virtual confronto com seus destinos e desatinos.

A equilibrada composição cromática que se percebe em seus quadros é herança do domínio das harmonias de cores da fase impressionista, que foi evoluindo, transcendendo em mudanças sutis, para as coleções da nova fase. São tonalidades bem dosadas, com predominância das cores quentes, sendo que em determinadas séries como “Tributo ao Ser Humano” e “Sinfonias” os matizes seguem a paleta da natureza, entre os crus e os terrosos.

A distribuição dessas tonalidades em sua obra segue uma escala harmônica de uma sinfonia feérica, com suas figuras de músicos, instrumentos, orquestras, mulheres, enfim, elementos traduzidos na paleta de uma artista que nos (e)leva a uma melodia de cores, um clima, um clímax de ambientações estéticas num compasso de sensual dramaticidade e amadurecido vigor expressivo.

Suas criações jamais aparecem isoladas, vêm como uma orquestra composta de diversos integrantes, cada qual com suas singularidades, mas todos afinados numa mesma melodia, ou seja, o tema e o estilo que caracterizam cada série de sua produção.

O conjunto de sua obra, especialmente as coleções da fase contemporânea, permitem que se afirme que Rosina de Franceschi é hoje uma artista que diz a que veio e veio para somar. Suas obras estão entre as experiências de qualidade em artes plásticas que se expôem atualmente no Sul do Brasil.
 

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ROSINA DE FRANCESCHI

 

CURRÍCULO

 

Naturalidade: Concórdia-SC

Reside em Blumenau desde 1979 –

Rua Theodoro Holtrup 89- Apto 505

Ed. Castro Alves - Bairro Vila Nova

CEP 89035-300– Blumenau-SC –

Telefones (047)3340-2727 e 9652-2717

 

Site: www.rosinadefranceschi.com.br

E-mail: rosinafr@terra.com.br

 

FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA

 

Mestranda em Educação – FURB-Turma 2007

Pós-graduação-Fundamentos Estéticos e Metodológicos do Ensino da Arte – FURB-

Graduação Educação Artística / Artes Plásticas - FURB/ Blumenau

É professora de Artes em Blumenau.

 

FILIAÇÕES

 

Artista filiada a:

ALA-Academia Latino Americana de Arte – São Paulo.

BLUAP – Associação Blumenauense de Artistas Plásticos

MEMBRO DO CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE BLUMENAU-2008

 

CURSOS

 

Curso de pintura/desenho/workshop c/ vários mestres. Entre eles: Diniz, Calderari, Pléticos, Scliar, Pannek, Coralli, Tanaka, Moa, entre outros. Executou trabalhos em diversas linguagens e suportes: pintura/gravura/escultura/cerâmica/porcelana/ seda e tela.

2008-Curso de Cerâmica integrada a arquitetura c/ Edith Poerner.

2008-Oficina Arte Contemporânea com Charles Narloch.

 

Como arte educadora participou de dezenas de cursos/seminários com personalidades da arte e arte-educação como: Fayga Ostrower, Esther Grossi, Ana Mae Barbosa, Noemia Varella, Lucimar Bello, Fernando Bini, Maria José Justino, entre outros.

 

EXPOSIÇÕES:

 

 * Possui mais de duzentas exposições entre coletivas, individuais, leilões e salões de arte em SC / SP, RJ e países do Mercosul: Argentina/Uruguai.

 

EXPOSIÇÕES – DESTAQUES

 

1980 – Coletiva de Artes Plásticas - FURB

1993 – Mostra Galeria Municipal de Artes Blumenau.

1997 – “Impressões do Cotidiano” Casa Dide Brandão/Itajaí-SC

1998 – “Tributo ao Ser Humano” Galeria de Arte da UFSC –Florianópolis-SC

2000 – “Celebração à Música” – MAJ -Museu de Arte de Joinville - SC

2000 – “Celebração à Música” –UNIVALI – Itajaí – SC

2003 – “Por Elas” - Memorial Attilio Fontana – Concórdia-SC

2004 – “Partilha” – FURB- Blumenau-SC

2006 – “Mulheres com Tudo” – Piazza Itália – Sala Leonardo da Vinci – Joinville-SC

2006 – III Exposição Nacional de Artes Plásticas – Memorial da América Latina – São Paulo – SP

2006 – 2ª Muestra “Abrazo Artístico Latinoamericano” - Fundación Pamerco Intercambio Cultural

Buenos Aires – AR

2007 - III Exposição Nacional de Artes Plásticas – Memorial da América Latina – São Paulo –SP

2007 – I Exposição Nacional de Artes Plásticas – Forte de Copacabana – Rio de Janeiro / RJ

2007 – Individual: “Partilha” na Assembléia Legislativa – Florianópolis / SC

2007 – Exposição 30 anos de Galeria Municipal de Arte – Fundação Cultural de Blumenau – SC.

2007 – “Caixa de Pandora” – Bluap - Furb

2007- IX Exposição de Arte BRASIL/URUGUAI – Conrad Resort & Casino – Punta del Este-Uruguai.

2007 – IV Exposição Artes Plásticas Ala – Brasil

Memorial da América Latina – São Paulo

2008 – Exposição nacional “Dia Internacional da Mulher” – Clube Paineiras do Morumby – São Paulo.

2008 – Mulheres – Coletiva BLUAP/FCB.

2008 – Exposição “Aleitamento materno” Clube Bela Vista – Blumenau SC.

 

SALÕES

 

1995 – II Salão Elke Hering de Artes Plásticas – Fundação Casa Dr Blumenau TCG/Blumenau-SC

1995 – IV Salão de Artes Cidade de Itajaí – Casa da Cultura Dide Brandão-Itajaí-SC

1996 – VII Salão Prêmio Brasil Contemporâneo de Artes Plásticas-São Paulo-SP.

1996 – III Salão Nacional de Artes Plásticas – Campinas-SP

1996 – Prêmio Paleta Brasileira de Artes Plásticas – São Paulo-SP

1996 – Prêmio Paleta de Ouro de Artes Plásticas-São Paulo-SP.

1997 – Prêmio Maimeri 75 ANOS – C.C. Liceu de Artes e Ofícios – São Paulo-SP

1997 – II Salão Brasil Nova Era de Artes Plásticas – Fundação Mokiti Okada – SP

1997 – III Salão Elke Hering – FCB – Teatro Carlos Gomes – Blumenau-SC

2004 - VII Salão Nacional de Arte- Campinas SP

2004- 1ª Muestra de Integración Latinoamericana-

Museo y Archivo Histórico-Banco Provincia BUENOS AIRES - AR

 

PREMIAÇÕES

 

2008 – Projeto arte em orelhões – prêmio: impressão de 130 mil cartões telefônicos pela Brasil Telecom. – Blumenau SC.

 Obra: pintura sobre cúpula de orelhão

 

1995 – IV Salão de Artes Cidade de Itajaí 1° lugar

1996 – VII Salão Prêmio Brasil Contemporâneo de Artes Plásticas – 1° lugar – São Paulo-SP

1996 – Prêmio Paleta Brasileira de Artes Plásticas – Medalha de Bronze – São Paulo – SP

1996 – Prêmio Paleta de Ouro de Artes Plásticas – Medalha de Prata – NACNE – São Paulo – SP

1997 – II Salão Brasil Nova Era Artes Plásticas – Fundação Mokiti Okada – Medalha de Prata – São Paulo – SP

1998 – III Salão Brasil Nova Era de Artes Plásticas – Fundação Mokiti Okada – Menção Honrosa .

 

 

2008 – MOSTRA PRETEXTO FOTOGRÁFICO ARTE CONTEMPORÂNEA-Circuito Catarinense SESC – Blumenau SC.

2008 – Interferência Urbana Praça Biergarten – conclusão oficina arte contemporânea c/ curadoria de Charles Narloch.

2008- “Auto-retrato”-Coletiva Bluap-Uniasselvi.

 

HOMENAGENS

 

1997 – Homenagem Câmara de Vereadores de Blumenau – pelas premiações conquistadas dentro e fora do Estado.

1998 – Homenagem do Jornal Correio Comunitário – destaque na área de Artes Plásticas.

2002 – Homenagem Câmara de Vereadores de Blumenau pela autoria e execução do Projeto “A Arte e o Artista.

2002 – MOÇÃO – Homenagem pela Câmara Municipal de Blumenau em Seção solene.

 

PUBLICAÇÕES 

 

2001- Anuário Arte & Artistas, p.157- São Paulo/SP

2003- Anuário Mundial de Artes Plásticas – Belo Horizonte – MG

2005- Indicador Catarinense de Artes Plásticas, p. 127- Museu de Arte de SC - Florianópolis/SC

 

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Texto

 

QUANDO AS COISAS DIZEM...


Esta proposição estética e poética iniciou-se em 2005 numa idéia de fazer uma instalação. Solicitei às pessoas mais próximas a mim - tais como colegas da prós-graduação, alunas, amigas e vizinhas - a doação de pratos usados, de preferência de louça, onde as marcas do tempo e do uso são mais evidentes. Agradeço imensamente estas doações e peço desculpas pela omissão do nome de muitas delas neste livro, já que aqui consta uma pequena parcela das doações.
Os nomes aqui catalogados falam de muitos rostos, incorporação de muitas vidas, muitas refeições, rituais, memórias e infinitas histórias contadas e outras secretas, associadas a tempos e convívios. Rituais familiares, relações sociais, sabores, ligados a esfera do íntimo e do privado de cada um, de cada família, e da comunidade de origem. Com este Livro de Artista, pretende-se sair do conforto do convencional e proporcionar uma reflexão numa interface com a filosofia, a sociologia e a antropologia. Discutir a contemporaneidade de proposições híbridas - onde a arte é sempre um devir - e neste caso, movendo comunidades, onde o artista é apenas o agenciador, remetendo a arte relacional, conceito ainda recente nas artes visuais. Para Bourriaud, a estética relacional “é uma arte que toma por horizonte teórico a esfera das interações humanas e seu contexto social e que tem a propriedade de agregar sujeitos em ações momentâneas e participativas, por conexões espontâneas geradas no e pelo espaço da obra”. Esta obra, portanto, se insere no campo sociológico exercitando comentário e reflexão de sua própria identidade e de sua circunstância.
Na verdade, este texto não se faz necessário para muitos e talvez até atrapalhe na reflexão dos “já iniciados”, mas preciso ser uma pouco generosa com meu leitor, com as pessoas que doaram estas peças, creio que principalmente a elas devo facilitar algum entendimento.
 

Rosina de Franceschi
Artista plástica e arte-educadora
Mestranda em Educação/FURB
rosina@terra.com.br
www.rosinadefranceschi.com.br

 

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Destaque: PRESENÇA EM EXPOSIÇÃO NO JAPÃO

 

 

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Como em quase toda trajetória artística, Rosina de Franceschi partiu da imitação à natureza para chegar a abstraí-la.
O conteúdo de sua obra é o ser humano, que ora conta a história, ora faz parte do cenário, muitas vezes em tal abstração de forma que muito sutilmente marca presença.
O início de seu trabalho é marcado por cores monocromáticas, onde as cores frias e ocres definem formas e espaços. O tom sobre tom vem firmando a grande maioria de suas obras.
A passagem de figura “humana sugerida” para a sua fragmentação em planos foi gradativa e visivelmente acentuada nos últimos trabalhos, bem como o seccionamento do fundo em planos geométricos nem sempre bem definidos e resolvidos. Percebe-se, também uma tendência de expandir o conteúdo para a extensão toda da tela não havendo limites claros entre fundo e forma.
Nesta última fase as obras ganham cor e intensidade de vibração cromática que bem podem estar relacionados a expressão do sensível na série entitulada “Celebração à música”. Os gêneros musicais, a movimentação dos músicos, os gestos de regência, o som dos instrumentos, a signficação melodiosa das sinfonias estão registradas no traçado circular, ora interrompido abruptamente por diagonais que tencionam a composição e muitas vezes colocam-na em desequilíbrio momentâneo. Em analogia a música clássica, poderíamos dizer que as diagonais são as tensões e os diálogos estabelecidos entre os diversos instrumentos numa sinfonia. O azul representa a suavidade da música; o amarelo, o vermelho e o ocre, a intensidade dos diálogos dos instrumentos; eles juntos significam os momentos de um allegro, de um vivace, de um andante, de um moderado em Vivaldi ou em Verdi.
A técnica pesquisada e aprimorada fazem com que a colagem se mescle a textura formando uma técnica compositória única, no sentido de serem corpo do mesmo corpo, matéria da mesma matéria, e não são!. O que faz nossos olhos percorrerem a obra são os pontos de colagens, escuros, profundos e indagativos. São o ponto de partida de uma grande viagem nas profundezas do ser humano e de suas atividades prazerosas.
 

Roseli Hoffmann Schmitt
Artista Plástica (1999)
Membro da Academia Internacional de Críticos de Arte-AICA
 

 

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PARTILHA ESTÉTICA

 Desvelar vida e obra não é um comportamento natural dos artistas. Paradoxalmente, a artista Rosina de Franceschi ilustra plasticamente seu universo pessoal e estético.

Mais de cem exposições realizadas entre individuais e coletivas. Expressivamente concentradas em Santa Catarina, já expôs sete vezes em São Paulo. Filtrando seu significativo currículo, em 1995 conquistou o 1° lugar no “IV Salão de Artes Cidade de Itajaí. (SC). Em 1996 recebeu o 1° lugar no “VII Salão Prêmio Brasil Contemporâneo de Artes Plásticas” (SP).Já foi laureada com duas medalhas de prata, uma medalha de bronze e uma menção honrosa. Em 1995 e 1997 foi selecionada para o 2° e 3° “Salão Elke Hering – Mostra Nacional de Arte Contemporânea” (SC). Cursou Artes Plásticos na FURB ( Fundação Universidade Regional de Blumenau), arte educadora, faz parte da Associação Blumenauense de Artistas Plásticos (BLUAP) .

Pouco? Para a artista sim, pois afirma que nunca esteve tão motivada para trabalhar e criar como hoje. O tema central de suas obras, tanto no início da carreira como na atual, está relacionado na vivência da família, em especial à mulher. Sua última exposição, em 2003, leva o nome de “Por Elas “.Uma oportuna e sutil denominação. Como diz a própria artista é uma espécie de partilha. E tanto pode ser uma partilha íntima, pessoal como também uma compartilha familiar, social, sensitiva ou sentimental.

Como dissemos em 1996, as obras de De Franceschi orbitam na esfera da contemporaneidade, com trabalhos exigentes e reveladoramente figurativo/abstracionistas. Uma conjunção ousada, diluindo e entrelaçando linguagens e correntes plásticas e estéticas. Mas perfeitamente conciliadoras. Como também conciliadoras são suas cores inventivas, personalizadas, traduzindo o azul, o verde, o laranja, o vermelho, o marrom, o amarelo e todas suas hamorniosas e luminosas nuances cromáticas.

 Uma obra densa, com propostas plásticas e abordagens temáticas conseqüentes e artisticamente elevadas.

                                                                                                      

                                     Vilson do Nascimento

                                     Critico de Arte/Membro CA/AICA-2003

 

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