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Apresentação
Eu
não estaria exagerando ao afirmar que Urda Alice Klueger é o
maior fenômeno da literatura blumenauense da atualidade.
Justifico. Urda é, sem dúvida, a escritora que mais produz
nestes rincões – e talvez em toda Santa Catarina -, sejam
livros, sejam crônicas avulsas para diversos periódicos,
revistas, jornais e internet. Até aí, diriam alguns, tudo
bem. Produzir livros e crônicas qualquer um pode. Sim, se
tiver condições de sobrepujar as exigências de um mercado
que, no Brasil, é ainda oneroso, ou ainda atravessar as
barreiras dos editorialistas, eu concordaria. Mas há um
senão em Urda. Sua produção tem, sobretudo, qualidade. E aí,
a coisa muda. Produzir com qualidade é outros quinhentos.
Pois Urda o faz. Qualquer que sejam seus livros, qualquer
que seja a crônica, da vez ou não, ela se supera pela
qualidade do que escreve. E isto, faz uma enorme diferença.
Leitora contumaz e escritora compulsiva, talvez sejam estas
as virtudes que a diferenciem. A sensação que se te é que
Urda vive para escrever. Parafraseando Gandhi quando diz que
“a oração é a respiração da alma”, para Urda, talvez
escrever seja a respiração de seu ser existencial. O
oxigênio que lhe clareia a mente.
Entretanto, aí está uma outra diferença. Urda não apenas
escreve e lê. Além disto, está sempre envolvida em
movimentos sociais, em manifestações culturais, acampa,
viaja e, não bastasse, cuida com zelo das publicações de
outros autores que leva a público através de sua Editora, a
Hemisfério Sul.
Ela mesma se define uma escritora e afirma: “não sou poeta”.
Mas a poesia parece permear seus textos.
Urda
também transcende o romance trazendo, como historiadora que
é, a história para suas estórias.
Mas Urda não é um fenômeno literário apenas por produzir com
qualidade. Há que se alicerçar melhor esta tese e nada como
os números para ratificar o que afirmo. Afinal, são 19
livros, mais de 500 crônicas publicadas no Brasil e em
Portugal, um livro tema de um filme. Muitos de seus livros
são referência nas provas de Literatura da Universidade
Federal de Santa Catarina e da UDESC. Dos livros, o
primeiro, “Verde Vale”, já está em sua 11ª. Edição, “No
tempo das tangerinas”, na 10a., “Vem, vamos remar”,
“Blumenau, a loira cidade no sul” e “Crônicas de Natal e
Histórias da minha Avó”, todos na 4ª. prensagem. E já que
estamos na internet, um outro número que impressiona é
traduzido pelo site de consultas do “Google”. Ao digitar o
nome da escritora aparecem nada menos que 3.470 referências.
Portanto, mais que justificável está a presença de Urda
Alice Klueger em nosso espaço Crônicas & Crônicas. Para nós,
do Site Stammtisch, Confrarias e Patotas é uma honra contar
com suas crônicas muito bem urdidas para o deleite de nossos
habituais – e não habituais – leitores.
Luiz Eduardo Caminha
Vejam, por exemplo, o que diz o professor e historiador
Viegas Fernandes Costa:
E
não sou apenas eu quem diz isto. Vejamos o que Luiz Carlos
Amorim escreve sobre Urda:
“O romance está muito bem representado
na Literatura Catarinense, por uma moça loura, brejeira e
loura como outras nascidas em Blumenau, mas com uma grande
diferença: ela escreve. Escreve coisas com sabor de
poesia, com sabor de vida, uma fonte inesgotável de
emoção e sensibilidade. Ela escreve obras-primas. Essa moça
é Urda Alice Klueger, que já publicou títulos como "Verde
Vale", o seu primeiro grande sucesso, com sucessivas
edições, a saga dos primeiros colonizadores em Santa
Catarina, uma canção verde da cor do amor e da serenidade,
da cor da ternura; "As brumas dançam sobre o Espelho do
Rio", "No Tempo das Tangerinas", "Vem, Vamos Remar", "Te
Levanta e Voa", "Cruzeiros do Sul", "Recordações de Amar em
Cuba II", "A Vitória de Vitória" - o primeiro livro
infanto-juvenil da romancista e, lançado recentemente,
"Entre Condores e Lhamas". "As Brumas dançam Sobre o
Espelho do Rio" é poesia em prosa, é um hino de
liberdade e à natureza, é uma canção de amor - amor como
podemos concebê-lo em todas as suas formas”.
E vai mais além o comentário:
POETISA DA PROSA
Os romances de
Urda têm o poder de prender o leitor da primeira à última
página, fazendo com que a gente os leia de um fôlego só. Não
importa o tema: a força narrativa da autora, a construção
dos personagens, humanos e autênticos, o cuidadoso e
minucioso trabalho de delinear os cenários, o engendramento
da trama, consistente e verossímel, fazem de Urda a
escritora mais importante desta Santa e bela Catarina.
Cecília
Meirelles já disse, em seu "A Arte de Ser Feliz" que é
preciso saber olhar para ver." E Urda sabe olhar a natureza
e ver que "a manhã vem com muitas brumas, mas depois o sol
chega se espreguiçando todo de tanta beleza, devagar, com
uma lentidão cheia de prazer, vai tocando a branquidão que o
rio forma para o alto, para longe, de encontro aos morros
distantes, onde elas acabam por se desfazer numa beleza
transcendental...
Urda
também transcende o romance trazendo, como historiadora que
é, a história para suas estórias. Vejam, por exemplo, o que
diz o professor e historiador Viegas Fernandes Costa:
Muito já se escreveu a respeito da
escritora Urda Alice Klueger, mas pouco se falou sobre a
historiadora Urda. Na verdade, a obra da historiadora
confunde-se com a obra da escritora, já que seus livros
refletem uma preocupação com o tempo e o cotidiano...
Em toda esta trajetória literária, a
influência da história nos textos da escritora Urda Alice
Klueger é cada vez maior, porém as influências da romancista
sobre a historiadora também permanecem com força,
tornando-se impossível desvincular uma da outra.
Mas Urda não é um fenômeno literário apenas por produzir com
qualidade. Há que se alicerçar melhor esta tese e nada como
os números para ratificar o que afirmo. Afinal, são 19
livros, mais de 500 crônicas publicadas no Brasil e em
Portugal, um livro tema de um filme. Muitos de seus livros
são referência nas provas de Literatura da Universidade
Federal de Santa Catarina e da UDESC. Dos livros, o
primeiro, “Verde Vale”, já está em sua 11ª. Edição, “No
tempo das tangerinas”, na 10a., “Vem, vamos remar”,
“Blumenau, a loira cidade no sul” e “Crônicas de Natal e
Histórias da minha Avó”, todos na 4ª. prensagem. E já que
estamos na internet, um outro número que impressiona é
traduzido pelo site de consultas do “Google”. Ao digitar o
nome da escritora aparecem nada menos que 3.470 referências.
E tem mais, muito mais.
Luiz
Eduardo Caminha
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