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Coluna do Caminha


Idealizador e Responsável pelo site Stammtisch Confrarias e Patotas http://www.stmt.com.br

 

Membro da Comissão Organizadora dos Encontros de Stammtisch (Strassenfest mit Stammtischtreffen) desde a sua 1ª. Edição em 26/08/2000.

 

caminha@stmt.com.br

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26.06.2009

De volta

Depois de longa hibernação, estamos de volta. Diz o ditado “bom cabrito não berra, espera a vez. Por isso, esperamos. Como até agora continua “algo de podre no reino da Terra brasilis, cansei de esperar. Estou voltando!

Mau exemplo

É o mínimo que podemos dizer das falas do Presidente da Terra brasilis a respeito das denúncias de suspeitas sobre o Senador José Sarney no Senado. Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o senador é homem livre de qualquer suspeita. Pior, que as denúncias de seu envolvimento com os chamados “atos secretos” beneficiando mais de 600 marajás daquela Casa, “não vão dar em nada”. Ruim! Muito ruim! Se pensa assim a mais alta autoridade da república, o que não dizer do resto?

Quem não deve...

O comportamento de ambos deveria ser o oposto. O velho ditado “quem não deve não teme” é uma arma poderosíssima para quem se diz um homem de reputação insuspeita. Só por isto, o Senador Sarney deveria ser o primeiro a demonstrar interesse em que tudo fosse esclarecido. Ou não?

Insuspeito

Julgar alguém livre de qualquer suspeita não significa, de forma alguma, ungi-lo, endeusá-lo ou blindá-lo em uma redoma impenetrável. Nem tampouco cristianizá-lo, como se fora um mártir. Ao contrário qualquer cidadão “livre” de qualquer suspeita, deve ter uma vida transparente. Se algo embaça sua vitrine, seu proceder, que se procure, rapidamente, provar sua ilibada e incorruptível imagem. Muito mais ainda se este alguém é um homem público, ex-Presidente da nação e com 55 anos de carreira política. Será que estou certo? Fazer diferente é admitir que as suspeitas procedem, que querem jogar a sujeira para baixo do tapete e que a tal imagem não é assim tão cristalina.

Reflexos

O povo, que já não nutre muita certeza de que este país possa vir a ter uma “operação mãos limpas” acaba reproduzindo o modelo que lhes é imposto dia a dia pela classe que os diz representar e que deveria ser a primeira a combater os abusos e a corrupção.
Pior ainda são as instituições que, seguindo a cartilha da impunidade, do vilipendio ao bolso do público - leia-se erário e cidadão - não têm a mínima desfaçatez de cometer barbáries, atentados contra o indefeso cidadão e à nação.

Exemplo 1

O Banco do Brasil, no afã de produzir lucros, acaba de fazer mais uma. Lembram dos pontos do Cartão de Crédito? Quando lançado – e esta sempre foi a filosofia dos cartões de pontuação – tinha a intenção de fidelizar seus clientes, haja vista a concorrência que sofria de outras instituições de crédito. Era um benefício. Um presente dado a seus correntistas. Em troca dos pontos, e para torná-lo mais atraente, o Banco estabeleceu uma série de convênios, nada diferente do que a concorrência oferecia. Virou presente de grego! Agora, para transferir os pontos para programas de milhagem o BB cobra do presenteado (o trouxa que ainda mantém sua conta numa instituição inchada que não dá a mínima para seus clientes) a quantia de R$ 20,00, por transferência. Quer mais? Cada vez que o cliente resgatar seus pontos no Comprafacil, o BB lhe cobra R$ 5,00.

Procon neles

Pior! Resolveram isto unilateralmente, sem exigir adesão do cliente. Apenas enviaram uma mensagem para as suas caixas postais informando que as coisas passariam a ser deste jeito e a simples leitura da mensagem significaria o aceite do cliente às novas normas. Isto é roubo!!! Mas contam com o velho comodismo do brasileiro. Quem vai constituir advogado ou queixar-se na Promotoria da Coletividade, por causa de cinco ou vinte reais? Ninguém, nesta Terra brasilis de assaltantes protegidos pela leniência do poder e assaltados que adoram receber tapa na cara! E tome porrada!
Só nos resta o Procon!!!

Exemplo 2

Estive em Janeiro no Uruguai. Preparei-me, a conselho de amigos que lá estiveram em Setembro de 2008, para pagar gasolina, em média, próximo dos R$ 3,00 reais o litro. Gasolina boa! De 98 octanos. Surpresa. A gasolina estava R$ 2,35. Quis saber o milagre. A resposta: o Uruguai não produz uma gota de petróleo ( e agradecem a Deus não ter uma empresa ladravaz como a Petrobrás). O preço do combustível e derivados varia de acordo com a cotação do barril de petróleo. Se sobe em Nova York, na próxima importação, aumenta. Se desce, repassam o barateamento ao cidadão. Nada mais justo! Como entre Setembro e Dezembro haviam tido cinco quedas, o preço caiu de R$ 2,95 para algo em torno de R$ 2,35. No Brasil, o preço é definido numa das antessalas do Palácio do Planalto. E tome porrada!

Exemplo 3

O alfajor uma verdadeira “instituição” da confeitaria uruguaia e argentina, custa por lá, R$ 0,90 (noventa centavos) a unidade de 80 a 100 gramas – preço final nos pontos de vendas. Em Florianópolis, um casal de argentinos resolveu produzir. Uma pequena fábrica – ainda não legalizada. Preço na fábrica R$ 1,25. Nos pontos de vendas: R$ 3,00. Ah! O peso? 50 gramas. Fizeram as contas? 6,5 vezes mais caro. E tome porrada!

Exemplo 4

Uma coca-cola de 600 ml, nos postos de gasolina dos Estados Unidos, a pátria da bebida, custa algo em torno de 1 a 1,2 dólares. Vá lá: 2 a 2,40 reais. O posto Petrobrás de Jurerê Internacional – que fica no Brasil, em Florianópolis cobra R$ 3,00. Sabem o porquê? Porque em Jurerê Internacional está cheio de gente abastada de São Paulo e outros estados. E tome porrada!

E por aí vai

É assim! O país dos espertos! Na Terra brasilis, em que os políticos de Brasília vivem em concubinato com o povo apenas para lhes levar o dote – o vulgo golpe do baú – o povo segue o exemplo. E tenta ser metido a esperto. Quem se prejudica? Ele mesmo! O povo.

Notas fiscais

Por isto tudo, entende-se a repulsa do povo em pedir notas fiscais quando tem alguma vantagenzinha. Ora, exigir uma nota fiscal, que deveria ser de emissão obrigatória dos comerciantes, só significa impostos para o Governo. Se derem um descontozinho de 5 a 10%, porque não se fazer o beneficiário de um dinheiro que se sabe, será desviado ou não significará nenhuma melhoria coletiva? E dá-lhe porrada!

Resgate Histórico:


Em Blumenau:

1956 – Festa Junina no bairro Garcia

 



Foto do Arquivo pessoal de Adalberto Day, extraída do Blog http://www.adalbertoday.blogspot.com/



Em Florianópolis:

1942 – Obras do aterro do Largo 13 de Maio (praça da Bandeira), ode hoje estão a Assembléia do Estado e o Tribunal de Justiça. Ao fundo, à direita, a Ponte Hercílio Luz.
 

 

Fonte: DAEX/UFSC


No pódium: O Loteamento City Figueiras, em Blumenau, completando 25 anos de bem viver

Na guilhotina: O Senado Federal (precisa dizer porque?)

 

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