Fátima Venutti é premiada em
Concurso de Poesias
A escritora
Fátima Venutti, uma paulista radicada em Blumenau,
ex-Presidente da Sociedade de Escritores de Blumenau foi a
única poeta catarinense a ser premiada no Concurso de
contos, crônicas e poemas - Antônio Roberto, promovido pela
Academia Campista De Letras, da cidade de Campos de
Goytacazes, no Estado do Rio de Janeiro.
Seu poema “Tempestade” conquistou o 7º. Lugar entre os 10
poemas premiados pela Academia.
CATEGORIA: POEMAS
Colocação - Título - Pseudônimo -
Nome - Local
1º lugar - A penitência da memória - Fernanda Ferrão -
Fernanda Huguenin - Campos / RJ
2º lugar - Agora - Jerônimo - Angélica Alves Ruchkys - Belo
Horizonte / MG
3º lugar - Limbo - Myramaya - Lúcia Miners - Campos / RJ
4º lugar - No quintal do tempo - Poeta do Uni-verso -
Esmerino Rodrigues Júnior - Rio de Janeiro / RJ
5º lugar - Na circular do tempo - Dimythryus - Darlan
Alberto Padilha - São Paulo / SP
6º lugar - O tempo - Nara - Renata de Aragão Lopes - Juiz
Fora / MG
7º lugar - Tempestade - Königin - Fátima Venutti - Blumenau
/ SC
8º lugar - Asas - Odisseu - Aluísio Abreu Barbosa - Campos /
RJ
9º lugar - O instante devora o tempo - Borgonha - Morvan
Ulhoa de Faria - Brasília / DF
10º lugar - Jogo das Horas - Mário de Andrade - Renata
Paccola - São Paulo / SP
Eis o poema:
TEMPESTADE
(Fátima Venutti)
Eis que veio a tempestade...
O poeta da paixão quedou-se
Ao banhar-se em seu tempo.
Temerário, sem culpa,
Rasgou as poucas vestes
E as remeteu às brasas
De unhas cravadas,
Extirpou barbas e espremeu
Um a um, cada verme recolhido.
E fez-se um rio de sangue em sua face
E ele chorou
Um novo rio a tecer virgens traços,
Renovados rumos em sua gélida agonia.
O poeta da paixão banhou-se
Em águas celestiais.
Domou linhas de paixão,
Abrigou novas palavras,
Vomitou curtas revoltas,
Reconheceu velhas sinas,
Suspirou áridas chagas,
Revidou fundas marcas,
Reescreveu sua história,
Encharcou-se.
Sobre o rio, despejou demônios
Afogando-os em turvas valas.
Arrevessou.
Boiou seu corpo impregnado
Do vinagre da palavra,
Do ser que somente ele vê.
Tingiu a mente na dor
Resfriou sua alma e
Novamente a temperou
Batizando-a, de uma única vez,
Nas águas fermentadas dessa tempestade.
O poeta da paixão quedou-se.
Respirou o suor da terra
Arremessou sua alma
Na correnteza do rio,
De encontro ao sal do mar
E de outros poetas.
Jaz incógnito e desnudo.
Amanhã,
Nova tempestade se formará.
Ansioso, cá estará para banhar-se,
Outra vez.
Livro
de Visitas do Stmt.
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